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Pedro Salviano – Uma vida por uma cidade

Felizes são as cidades que podem reverenciar seus moradores mais ilustres. Abreu e Lima acaba de preencher essa lacuna com o lançamento, em setembro passado, do livro biográfico Pedro Salviano – Uma vida por uma cidade, de autoria do mestre em História Dirceu Marroquim, neto do biografado. A leitura do livro acaba também sendo um passeio pela história da cidade desde a época em que era distrito de Paulista e se chamava Maricota.

O autor narra a trajetória de Pedro Salviano Filho antes do seu nascimento, em terras paraibanas, mais precisamente em Itabaiana, onde vivia Pedro Salviano, pai do personagem do livro. Quis o destino que o velho Salviano viesse parar em Paulista junto com a prole. Era o auge da Companhia de Tecidos Paulista, tocada pelos Lundgren.
Pedro Salviano cresceu na cidade, casou-se com Cosma Marques da Silva. Depois se estabeleceu em Maricota, que posteriormente veio a se chamar de Abreu e Lima, numa homenagem ao General das Massas. Ele deixou treze filhos e filhas. Desde cedo já mostrava inclinação para a política, mas a entrada definitiva foi motivada por uma reivindicação, ocasionada pelo acidente automobilístico com sua filha Isabel. Sua trajetória nesse campo lhe rendeu a nomeação para sub-prefeito de Abreu e Lima e, posteriormente, a eleição para o mandato de vereador de Paulista. A luta pela emancipação do distrito ganhou um capítulo especial no livro. Pena que Pedro Salviano não tenha visto seu sonho se tornar realidade, pois faleceu em julho de 1978. Abreu e Lima foi emancipada em maio de 1982.
A segunda parte do livro foi reservada a depoimentos de familiares, amigos e pessoas que de alguma forma conviveram com Salviano. Nestas narrativas, é possível traçar a personalidade do patriarca, homem de palavra, determinado e com grande sensibilidade social, que nunca se negou a ajudar os mais carentes, ciente da sua origem humilde.
O livro Pedro Salviano – Uma vida por uma cidade deve ser leitura obrigatória para aqueles que não só nasceram e viveram em Abreu e Lima na última metade do século passado, como também pelas novas gerações, que podem conhecer um passado que infelizmente não existe mais. Já não se fazem políticos como antigamente.

Eudes Pereira


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