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EDITORIAL

Março de 2018

 

 

Fake news: o perigo de espalhar notícias falsas na internet

 

Mãe aos 16 anos. Casada com Marcinho VP. Financiada pelo Comando Vermelho. Essas são algumas das mentiras que se espalharam pela internet depois da morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSol). O caso expõe a rapidez como as fake news são disseminadas, os obstáculos para combatê-las e, por outro lado, mostra que é possível interromper a sua propagação. O caso ilustra bem o que pode ocorrer nas eleições deste ano, com as notícias falsas se multiplicando em progressão geométrica, o que pode prejudicar o pleito.

Quem compartilha notícias falsas também é responsável pelo conteúdo. No momento em que compartilha um absurdo, dependendo de quem o faz, o potencial lesivo é muito grande. Os chamados digital influencers, com capacidade de atingir um público muito maior, podem fazer maior estrago.

As pessoas, principalmente as com maior potencial de atingir o público, têm que assumir a responsabilidade pelo que fazem. É possível rastrear o link que foi originalmente compartilhado.

O principal instrumento contra as fakes news está no Marco Civil da Internet, ao estabelecer que um juiz pode conceder uma liminar se ele verificar a falsidade da notícia. O conteúdo deve ser retirado imediatamente do ar pelos provedores. A legislação eleitoral atua em consonância e exige que o interessado em remover um link apresente a URL específica.

Recomenda-se, ao se deparar com uma “notícia” bombástica nas redes sociais, que se busque a checagem em sites da grande mídia, que possuem equipe de profissionais responsáveis.

Com a proximidade da disputa presidencial deste ano, a expectativa é que a quantidade de fake news seja ainda maior e se dissemine com mais agilidade.


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