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EDITORIAL

Bullying: é preciso medidas mais efetivas para combatê-lo

 

A recente tragédia ocorrida no último dia 09 na cidade de Goiânia, quando um aluno matou com uma pistola dois colegas de classe e feriu outras cinco, reacendeu o debate sobre o bullying, pois o agressor afirmou ser vítima dessa prática para justificar seu ato insano. É claro que nada justifica o assassinato de pessoas, principalmente inocentes colega e classe, mas não deixa de ser preocupante o que ocorre diariamente nas salas de aula e nos corredores de escolas espalhadas por todo o país.

Atualmente o Bullying é reconhecido como problema crônico nas escolas, e com consequências sérias, tanto para vítimas, quanto para agressores. Trata-se de um ato caracterizado pela violência física e/ou psicológica, de forma intencional e continuada, de um individuo, ou grupo contra outro(s) individuo(s), ou grupo(s), sem motivo claro. No Brasil, a palavra “Bullying” é utilizada principalmente em relação aos atos agressivos entre alunos e/ou grupos de alunos nas escolas. Até pouco tempo, o que hoje reconhecemos como Bullying, era visto como fatos isolados, “briguinhas de criança”, e normalmente família e escola não tomavam atitude nenhuma a respeito.

As formas de agressão entre alunos são as mais diversas, como empurrões, pontapés, insultos, espalhar histórias humilhantes, mentiras para implicar a vítima a situações vexatórias, inventar apelidos que ferem a dignidade, captar e difundir imagens (inclusive pela internet), ameaças (enviar mensagens, por exemplo), e a exclusão.

Entre os meninos, os ataques mais comuns são as agressões físicas. Ainda que não efetivada a agressão, os agressores costumam ameaçar, meter medo em suas vítimas. Já as meninas agressoras costumam espalhar rumores mentirosos, ou ameaçarem e espalharem segredos para causar mal estar. As ameaças podem vir acompanhadas de extorsão, chantagem para obter dinheiro, sobretudo com alunos de 5ª e 6ª série.

Tanto vítimas, quanto agressores podem sofrer consequências psicológicas desta situação de abuso, porém o que normalmente acontece, é que todas as atenções dos responsáveis (pais e professores) se voltem para o agressor, visto como um marginal em potencial, e a vítima é esquecida. O Bullying atrapalha inclusive a aprendizagem, sendo que normalmente os agressores são as crianças com maior porcentagem de reprovação. Os casos de agressão, que acontecem por um período maior devem ser encaminhadas para atendimento psicológico.

É preciso haver uma atenção maior para o problema. Ficar apenas nos debates não vai adiantar muita coisa. Faz-se necessário a tomada de medidas mais efetivas, como a presença de um psicólogo nas escolas e a abordagem direta aos alunos que demonstrem sinais de que estão sendo vítima de bullying. Do contrário, poderemos ter outras tragédias como a que vitimou os estudantes da escola de Goiânia.

 

 


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