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EDITORIAL

O fantasma da ditadura

 

O Brasil deixou de ser governado pelos militares há mais de trinta anos. O fim do regime de exceção que imperou no país por vinte anos recolocou a nação no caminho da democracia. Voltamos a escolher nossos governantes. Apesar de combalida, com uma série de defeitos, a começar por um esdrúxulo presidencialismo de coalizão, que obriga o “toma-lá-dá-cá” entre o Executivo e o Legislativo, nossa democracia vai cumprindo seu papel, que é o de promover eleições sucessivas. A cada dois anos temos ido às urnas para escolher representantes para o Legislativo e Executivo. Mas o fantasma da intervenção militar ganhou fôlego nos últimos dias, após uma desastrada declaração do general Hamilton Martins Mourão, até o início deste mês comandante Militar do Sul. Ele disse que com o agravamento da crise política, que atinge os três poderes, não está descartada a possibilidade de uma intervenção das Forças Armadas no comando do país.

Tal declaração provocou reações diversas no país. Enquanto alguns aplaudiram sua fala, pois estão revoltados com a situação em que o Brasil se encontra, com escândalos sucessivos de corrupção, muitos se dispuseram a combater o que chamam de “tentativa de golpe”.

Apesar da revolta que esses escândalos têm provocado, fazendo com que uma solução rápida seja pensada, não há como defender uma intervenção militar no país. Já se disse que a democracia não é o melhor dos regimes, mas ainda não inventaram um melhor do que ela. Então, mesmo sofrendo ataques em sua dignidade, mesmo estando com a autoestima nacional em baixa, o voto ainda é a melhor solução para vislumbrarmos uma saída para a situação do país. E no próximo ano teremos essa chance. Cabe a cada brasileiro de bem procurar escolher bem quem os vai governar e ajudar aqueles que não tem a capacidade de discernimento entre o que é bom e o que é ruim para a nação.


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