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EDITORIAL

Agosto de 2017

 

Indignação

 

O Brasil vive uma de suas piores – senão a pior – crises políticas de sua história. E ela traz junto a crise moral. Mas o brasileiro parece cansado e assiste a tudo passivamente.

Após diversas manifestações em 2013, que varreram o país, motivadas, inicialmente, pelo aumento do preço das passagens de ônibus, mas que acabaram se expandindo para outras causas, como a luta contra a corrupção, o movimento perdeu força.  A Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas realizadas no país em 2014 e 2016, respectivamente, desviaram as atenções por certo período. Quando os protestos voltaram a força já não era a mesma.

A presença de partidos políticos nos movimentos, seja da situação ou da oposição, confundiu a cabeça de muitos cidadãos, que mais uma vez se viram vítimas do principal alvo de suas insatisfações, os políticos.

Aproveitando-se dessa apatia da população, os políticos estão maquinando outro golpe em Brasília. A Reforma Política que está tramitando na Câmara dos Deputados não passa de uma manobra para os políticos com a imagem desgastada continuarem no poder. Além de mudar as regras da eleição, com um tal de “distritão”, eles querem abocanhar R$ 3,6 bilhões do bolso do contribuinte para financiar suas campanhas eleitorais, entre outros penduricalhos.

 

Espera-se que o brasileiro faça também uma reforma política na eleição do ano que vem. Ou melhor, faça uma reforma de políticos, não votando em candidatos que tenha algum tipo de implicação jurídica ou tenha sido indiciado por corrupção. Isso não eliminará todos os corruptos da política nacional, mas certamente diminuirá o número de ladrões da consciência alheia que vivem há décadas às custas do erário público.


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