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Terremoto político abala a República

A delação de Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, homologada pelo STF, na qual ele afirma que o presidente Michel Temer (PMDB) deu aval à compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) e do operador Lúcio Funaro, ambos presos na Operação Lava Jato, caiu como uma bomba de muitos megatons sobre o poder central em Brasília. A informação foi divulgada pelo jornal "O Globo" no último dia 17, pelo jornalista Lauro Jardim.

De acordo com o jornal, a conversa entre Joesley e Temer teria acontecido no dia 7 de março no Palácio do Jaburu. O empresário teria gravado a conversa com um gravador escondido.

Ao contar a Temer que estava pagando a Cunha e Funaro para ficarem calados, o presidente, segundo o empresário, responde: "Tem que manter isso, viu?" Joesley ainda conta que estava contando com a colaboração de um juiz e um procurador federal do Distrito Federal da força tarefa da Operação Lava Jato. Temer teria respondido: “Ótimo”.

Menos de 24 horas depois do ocorrido, Michel Temer fez um pronunciamento de dois minutos, afirmando que era inocente, exigindo investigação rápida e reiterando que não renunciaria à presidência.

A notícia provocou um terremoto na economia, com queda na Bolsa de Valores e elevação do preço do dólar. A oposição foi às ruas, pedindo a renúncia imediata do presidente e eleições diretas já.

AÉCIO NEVES – O senador Aécio Neves também foi gravado, com autorização da Polícia Federal. Ele foi flagrado pedindo R$ 2 milhões a Joesley para saudar dívidas com advogados. Fotos de seu assessor carregando malas de dinheiro foram publicadas. No mesmo dia, o ministro do STF, Edson Fachin, determinou seu afastamento do Senado. O outrora influente senador, ex-candidato a presidente da República em 2014 agora poderá perder o mandato.

O futuro de Michel Temer é incerto. Já há oito pedidos de impeachment contra ele no Congresso Nacional. Nos próximos dias ele será julgado pelo TSE, juntamente com a presidente Dilma Rousseff, no processo que aponta irregularidades na campanha presidencial de 2014. Caso seja condenado, perderá o mandato. Se isso acontecer, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) assumirá a presidência por 30 dias, convocando eleição indireta. Se a PEC da eleição direta for aprovada, o pleito se realizará dentro de 90 dias após a sua promulgação.


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