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Operação lava-Jato vai interferir nas eleições de 2018
Lula já declarou candidatura para 2018, se a Justiça deixar

A chamada “delação do fim do mundo”, como ficaram conhecidas as revelações do presidente da Odebrecht e de seus executivos nas investigações da Operação lava-jato, deve mexer com as eleições gerais do próximo ano, tal a quantidade de políticos de peso envolvidos no maior escândalo político da história do Brasil. A exceção de Marina Silva, Jair Bolsonaro e Ciro Gomes, todos os pré-candidatos a presidente da República figuram na famigerada “Lista do Janot”. Nomes mais lembrados para a disputa, como o presidente Michel Temer, o ex-presidente Lula, Aécio Neves, Geraldo Alkmin, José Serra e até a ex-presidente Dilma Rousseff, foram denunciados por supostamente terem recebido dinheiro de propina da mega-empreiteira.

Além dos presidenciáveis, ministros, governadores, senadores, deputados e prefeitos também figuram na lista, o que poderá inviabilizar suas candidaturas. Nomes como Renan Calheiros, Romero Jucá, Bruno Araújo e Fernando Bezerra Coelho terão dificuldades para se reelegerem, se for o caso.

Com o grande volume de denúncias, o processo deve durar por mais alguns anos, atravessando a próxima eleição. O processo do mensalão durou cerca de dez anos. Candidatos fora do meio político devem se beneficiar. É o caso do prefeito de São Paulo, João Dória, que disputou – e venceu – sua primeira eleição há dois anos.


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