Notícias da Web

Carne de quinta!

O Brasil convive, há um bom tempo, com escândalos de proporções gigantescas, como o Mensalão e a Operação lava-Jato, com graves consequências na economia. Eis que surge outro escândalo, que afeta diretamente a vida dos 200 milhões de brasileiros. A Polícia Federal deflagrou, no último dia 17, a Operação Carne Fraca, que investiga um esquema de fraudes na fiscalização de frigoríficos. Grandes empresas donas de marcas famosas, como a JBS (Friboi e Seara) e a BRF (Perdigão e Sadia), pagavam propina a fiscais agropecuários a fim de driblar regras sanitárias e vender produtos estragados.

Segundo a PF, o chefe do esquema era Daniel Gonçalves Filho, ex-superintendente do Ministério da Agricultura. Ele possui carros de luxo cujo valor é “incompatível com a sua renda”.

A investigação começou após o fiscal Daniel Gouvêa Teixeira prestar um depoimento à Polícia Federal em que detalhou parte do esquema, referente à empresa Peccin Agroindustrial.

Teixeira disse que a empresa pagava propina a superiores dele em troca de vista grossa na fiscalização. Isso permitia à Peccin várias irregularidades, como usar carne estragada para fazer salsichas e produtos químicos em quantidade acima do permitido para “maquiar”, de acordo com a PF, os produtos vencidos.

A partir do depoimento voluntário, a PF passou a investigar e descobriu que o esquema era maior, envolvendo dezenas de empresas, inclusive as maiores do ramo.

PERDA

Por conta do escândalo da carne, o país já começa a perder mercado no exterior. A União Européia decretou embargo à carne brasileira, assim como países da Ásia. O Brasil é o segundo maior produtor e exportador de carno do mundo. Trata-se de um mercado de mais de 14 bilhões de dólares, que tem grande peso na balança comercial. O governo espera que tudo se resolva no menor espaço de tempo possível, para que a combalida economia nacional volte a se recuperar.

 

Dicas para você continuar consumindo carne sem riscos

 

A operação Carne Fraca, da Polícia Federal, apontou uma série de fraudes cometidas por grandes frigoríficos do país para driblar a fiscalização e comercializar até carne estragada.

Como você pode identificar se a carne que você compra está boa? E saber também quais os riscos que se corre consumindo esses produtos depois do escândalo dos frigoríficos.

É preciso ter cautela, mas não se deixar levar pelo medo.

 

1. Em primeiro lugar, olhe a cor da carne bovina. Tem de ser vermelha, puxando para cereja. Carne marrom indica que já pode haver um processo de deterioração. E fuja da carne esverdeada.

 

2. Preste atenção ao cheiro. A carne bovina tem um cheiro característico. Quando começa a estragar, esse cheiro fica forte demais, incomodando o olfato. A exceção é na hora de abrir o pacote da carne embalada a vácuo. Ao abrir a embalagem, ela cheira bem forte, mas esse odor passa logo. Se persistir, não consuma.

 

3. Fique atento ao toque. Quando uma carne está para estragar, sua textura pode ficar viscosa. Quando você toca, parece que a superfície está limosa ou pegajosa.

 

4. Já a carne de frango, que tem uma coloração leve, só muda de cor quando está muito estragada. O melhor é tocar na carne. Ela tem de ser firme ao toque. E não compre aquela peça meio congelada, meio descongelada. Isso é sinal de que ela não foi acondicionada direito.

 

 

As substâncias adicionadas à carne divulgadas no relatório da Polícia Federal não ferem as normas sanitárias, explicou a nutricionista Christiane Queiroz. O problema é a quantidade. São substâncias antioxidantes (como o ácido ascórbico, que, na verdade, é usado na forma de ascorbato de sódio, e o lactato). Já o sorbato, ou ácido sórbico, combate fungos.


COLUNAS


OPINIÃO