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Morte de Teori Zavascki põe em xeque a Operação Lava jato
Ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo próximo a Parati (RJ)

A História do Brasil está cheia de acidentes misteriosos, que nunca foram totalmente esclarecidos. As mortes do presidente Castelo Branco e do então ministro da Habitação Marcos Freire, em acidente aéreo, de Juscelino Kubitscheck, de automóvel, de Ulisses Guimarães, de helicóptero e de outros personagens de destaque no mundo político, como Eduardo Campos e mais recentemente o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, em acidente aéreo perto de Parati, no último dia 19, levantou mais suspeita sobre acidentes não esclarecidos.

Teori Zavascki era relator da Operação Lava Jato no Supremo. Cabia a ele dar encaminhamento, indiciar, se fosse preciso, políticos no exercício do mandato que tivessem foro privilegiado, como deputados, senadores e ministros de estado. O ministro perde a vida no momento em que estava prestes a homologar mais uma delação premiada, desta vez da empreiteira Camargo Correia, a segunda em ordem de importância no âmbito da Lava Jato.

A morte misteriosa do ministro do STF coloca em risco o sucesso da Operação Lava Jato, que ele vinha conduzindo com isenção e maestria, junto com o juiz Sérgio Moro e os procuradores federais. Não se sabe quem o substituirá na relatoria do caso. O país espera que seja alguém com a mesma isenção e sobre quem não caia qualquer suspeita de protelação ou favorecimento. Nas redes sociais o nome do juiz Sérgio Moro é quase unanimidade, mas é pouco provável que o presidente Michel Temer o indique para substituir Zavascki. Temer já adiantou que só indicará um novo ministro após ser decidido no novo relator do processo da Lava Jato. Caberá à presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, decidir como será essa substituição: se por indicação ou por sorteio.


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