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EUDES PEREIRA

 

Outubro de 2016

 

Depois de Cunha, quem será o próximo?

A prisão de Eduardo Cunha, a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e autorizada pelo temível juiz Sérgio Moro, de Curitiba (PR), está fazendo muitos políticos de Brasília tremerem de medo. Se ele fizer acordo de delação premiada, meio mundo político virá abaixo. Considerado talvez o maior arquivo vivo da República hoje, Cunha certamente não vai querer pagar o pato, ou melhor, “comer cadeia” sozinho. Temer, Renan, Jucá, Aécio e todos os “petralhas” estão com as barbas de molho temendo pelo que virá. Político habilidoso, exímio conhecedor da Constituição e do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, Cunha tropeçou na sua própria soberba e megalomania. Seu sucesso no mundo político atraiu muitos inimigos, que acabaram por tirá-lo da presidência da Câmara e do mandato de deputado federal. Resta agora esperar por uma hipotética delação premiada, que poderá acontecer principalmente se a mulher de Cunha Cláudia Cruz e a filha Danielle forem presas. Após a prisão do “peixe graúdo” Eduardo Cunha, especulase que a prisão do ex-presidente Lula está cada vez mais próxima.

 

Recado ao PT

As eleições municipais acabam de encerrar o primeiro turno. Em várias cidades com mais de 200 mil eleitores, no próximo dia 30 os eleitores serão chamados a escolher seus prefeitos entre os dois mais votados. Especialistas em política costumam afirmar que as urnas falam. E nesta eleição elas falaram claramente ao PT e seus aliados.  O partido liderado por Lula sairá do pleito muito menor do que entrou, elegendo apenas um prefeito de capital no primeiro turno – Rio Branco (AC) e com possibilidade de vencer mais uma, Recife, com João Paulo. Os escândalos de corrupção revelados pela Operação Lava Jato e o impeachment da presidente Dilma Rousseff contribuíram para o encolhimento do PT e dos partidos de esquerda que o apoiam, como o PC do B e o Psol. Os defensores da sigla trabalhista afirmam que a campanha de difamação feita contra o partido pela mídia foi responsável pelo fracasso do PT. Isto ajudou, mas não deixa de ser verdade que o partido fez por onde merecer essa votação pífia.

 

 

Perde x ganha

Terezinha Nunes (PSDB) perdeu a eleição para vereadora do Recife. Em compensação vai ganhar uma vaga na Assembleia Legislativa, com a eleição de deputados estaduais. Ele é suplente.

 

GIRO PELOS MUNICÍPIOS

 

ABREU E LIMA

 

Política x religião 1

A condição de pastor evangélico não foi barreira para que Marcos José recebesse muitos votos de outros segmentos religiosos, como o católico e o espírita, por exemplo. Bom assim. O povo, demonstrando maturidade, soube separar a religião da política.

 

Política x religião 2

Quando se tentou uma vinculação de determinado candidato com uma igreja, o resultado não foi dos melhores. O evangelista Josival, da Assembleia de Deus, ganhou o status de “candidato oficial” da igreja, segundo matéria de capa de jornal local. Obteve apenas 73 votos para vereador.

 

IGARASSU

Ademar de Barros

Muito festejada a eleição de Ademar de Barros (PR), com 1.893 votos. Ele será vereador de Igarassu pela sexta vez. Ademar é considerado o parlamentar que mais ocupou a presidência da Casa de Duarte Coelho na história de Igarassu.

 

ARAÇOIABA

Strike

Em Araçoiaba, Joamy Oliveira (PDT) derrotou numa tacada só os ex-prefeitos Cuscuz, Alexandre Sobrinho e o atual vice-prefeito Antonio de Maria Rita.

 

ITAMARACÁ

A força de Uchôa

O deputado Guilherme Uchôa tem uma prefeitura pra chamar de sua. Ele elegeu o genro Mosar Tato (PSB) prefeito da Ilha de Itamaracá, numa virada contra o prefeito Paulo Batista (PDT).

 

ITAPISSUMA

Deu a lógica

Na cidade da caldeirada deu a lógica. O presidente da Câmara Municipal Zé de Irmã Têca (PSD) era o candidato favorito para ganhar a eleição, por conta da alta aprovação da administração do prefeito Cal Volia (PSDB) e também por ele ser uma grande liderança no município.

 

PAULISTA

Unanimidade

Quem apostou na derrota de Junior Matuto (PSB) em Paulista enganou-se. Além de grande votação, todos os vereadores eleitos pertenceram ao seu palanque. Com isso, as votações no Legislativo tendem a ser simbólicas.


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