Notícias da Web

ZÉ AMÉRICO

JANEIRO DE 2016

 

Em tempos de férias...

Janeiro é o mês dedicado às férias. Assim como a maioria das pessoas, tirei uns dias para passear e descansar, afinal de contas o ano mal começou e já trouxe notícias tristes como o falecimento de D. Antonieta, mãe das minhas amigas Júlia Maria e Isotta Badú, ocorrido dia primeiro.

Segundo os especialistas o ano promete ser de incertezas, seja na política ou na economia, por isso, cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

Em tempo de dinheiro curto aproveitei para conhecer a capital do Ceará, Fortaleza. Por lá, segui os roteiros mais conhecidos como as praias de Iracema, Cumbuco e Canoa Quebrada. Também estive no belíssimo Teatro José de Alencar, na Catedral e no Mercado Central.

Em termos de beleza, Pernambuco é tão bonito quanto Fortaleza, mas no que diz respeito a infraestrutura, temos muito o que aprender com os nossos irmãos cearense. Nessa cidade o dinheiro é gasto com facilidade, seja na feirinha, no teatro de humor, nos passeios de buggy ou nos mega restaurantes construídos à beira mar.

Em Cumbuco conheci o pequeno Amadeu, empresário das praias, que faz fotos dos turistas segurando objetos gigantes, utilizando a técnica de aproximação. Pense num menino desenrolado, que ganha qualquer um, com respostas inteligentes e uma simpatia contagiante. Nessa viagem, ele foi um dos momentos mais interessantes e estimulantes.

Por falar em férias me lembrei dos tempos de garoto, em que costumava curtir com minha família a praia de Pontas de Pedras. Eram três meses de muita diversão e liberdade. Começava em dezembro e terminava no Carnaval.

Carnaval

Aliás, desse tempo lembro bem das disputas acirradas entre os blocos Estrela Brilhante e Cheguei Tarde. O primeiro, pertencente aos moradores do bairro das Pedrinhas, composto por pescadores e empregadas domésticas e lavadeiras. Seus maiores patrocinadores eram Nezinho Carneiro e Seu Belo da mercearia. O outro era dos veranistas, comerciantes de Goiana e senhores de engenho, que ocupavam a praia do Poço. Esses desfiles eram aguardados por mim o ano inteiro. Rezava a tradição que um não podia invadir o território do outro. Quando isso acontecia, os estandartes tinham que se cruzar, depois o pau cantava.

Presenciei uma dessas brigas, tinha uns 16 ou 17 anos e precisei me esconder embaixo da coberta de uma venda para não apanhar. Nessa briga, inclusive, teve morte.

Monumento

Voltando aos anos atuais, Carnaval é tempo de alegria e mulher bonita. Por isso, a Coluna rende homenagens a Sabrina Sato, rainha da bateria da Escola de Samba Vila Isabel, que neste ano abre o desfile na Marquês de Sapucaí contando a história do ex-governador Miguel Arraes, “Memórias do Pai Arraia – Um sonho pernambucano e o legado brasileiro”.


COLUNAS


OPINIÃO