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Petrobrás: a destruição de um símbolo

Janeiro de 2016

 

Ela já foi tida como o principal símbolo do “Brasil Gigante”, a menina dos olhos da nação, uma das maiores empresas do mundo. Quem vê a Petrobrás desta segunda década, com suas ações preferenciais valendo igual a uma tapioca, prejuízos bilionários e com sua estrutura administrativa corrompida, jamais imaginaria que uma das empresas de ponta no ramo petrolífero chegaria a esta situação.

A Petrobrás está no olho do furacão da Operação Lava-Jato, o maior trabalho de investigação de crimes de corrupção da história do Brasil. Pelo petroduto da corrupção passaram bilhões em propinas para alimentar políticos e empresários. O trabalho do juiz federal Sérgio Moro, do Paraná, tem sido considerado exemplar, na medida em que consegue colocar altos figurões dos meios empresarial e político na cadeia. Utilizando a delação premiada – recurso jurídico em que o acusado revela detalhes do crime que cometeu, mediante prova – ele tem avançado substancialmente nas investigações, revelando um mundo de ladroagem, chantagem, propinas e desvio de dinheiro.

O prejuízo acumulado pela Petrobras com desvios é R$ R$ 6,2 bilhões. Some-se a isso a alta do dólar e a queda do preço do barril de petróleo e temos uma queda astronômica no valor de mercado da empresa, da ordem de 85,5%. Em maio de 2008, ela chegou a valer na Bolsa de Valores R$ 510,3 bilhões.  No último dia 18, caiu para R$ 73,7 bi.

A esperança do brasileiro é poder voltar a se orgulhar da principal empresa estatal do país. Que todos os que a levaram a essa situação degradante paguem por seus crimes e que sejam criados mecanismos para que ela não seja mais vítima dos ataques dos gatunos de plantão.


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