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ZÉ AMÉRICO

Novembro/Dezembro de 2015

 

Terror em Paris

Assisti perplexo pela TV, sexta-feira 13, as cenas dos ataques terroristas em Paris, que deixou mais de cem pessoas mortas e outras tantas feridas. Esse novo atentado feito pelo Estado Islâmico (EI), ganha uma dimensão ainda maior pelo que representa a França para a democracia ocidental. Imediatamente me reportei para as ruas que andei, quando estive por lá. Qualquer um poderia ter sido uma vítima, pois Paris recebe turistas do mundo todo, o ano inteiro.

 

Eu amo Paris

Desde a infância sempre tive a vontade de conhecer Paris. Morava em Goiana, com oito ou nove anos, quando começou meu amor pela cidade. Guilherme foi um dos responsáveis por esse fato. Filho adotivo do dono da padaria Fialho, de 40 anos e com gosto apurado pela leitura. Ele recebia diariamente os jornais da capital – Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio, Folha da Manhã e o Jornal Pequeno. Foi assim que ganhei o hábito de ler, pegando “bigu” todos os dias nos jornais, revistas e livros do meu amigo Guilherme. Mas foi o gosto pelo futebol foi que acabou nos aproximando, mesmo com a grande diferença de idade. Ele, fã do América, eu, já rubro-negro.

Outra pessoa que despertou em mim a curiosidade por Paris foi a minha irmã Orsina através da coleção “Tesouro da Juventude”, livros que deveriam constar na casa das melhores famílias da sociedade.

Já adulto, costumava dizer: Depois que conhecer Paris, posso morrer feliz. Fato que pra minha sorte nunca aconteceu. Pensei até em colocar o nome Paris em um dos meus filhos, coisa que me arrependo, de não tê-lo feito.

 

Atitude estranha

Estive em Paris a primeira vez por volta da década de 60. Lá, voltei algumas vezes. Numa delas, acompanhado pela minha filha Daniela e pelo meu companheiro de redação Eudes Pereira. Dessa viagem temos duas histórias para contar. A primeira ocorreu após o desembarque da estação central Gare du Nord e fomos abordados por um grupo de turistas – de São Paulo, num “francês meia boca” pedindo informação para chegar a Catedral de Notre Dame.

A outra aconteceu no pátio do Museu do Louvre. Deixamos uma sacola com alguns pertences um pouco afastada para não aparecer na foto. Quando fomos buscá-la, guardas fortemente armados estavam se aproximando para verificar seu conteúdo. Logo eles quiseram saber por que a deixamos de lado. Aquilo que para a gente era algo totalmente inocente, para os franceses era uma atitude totalmente suspeita. Imagem Hoje, como seria!


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