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ZÉ AMÉRICO
No último dia 16, tivemos a honra de receber na cidade de Igarassu o ex-diretor industrial do Jornal do Commercio, Satyro Gil (3º a partir da direita), amigo de longa data. Depois de uma rápida visita à Redação do Jornal, fomos ao Museu Pinacoteca do Convento Franciscano de Igarassu e almoçamos uma deliciosa caldeirada em Itapissuma. O roteiro terminou na sede da Prefeitura de Igarassu, que foi reformada recentemente. O prefeito Mário Ricardo nos recebeu com a cordialidade de sempre. Da comitiva fizeram parte nossos companheiros Eudes Pereira e Daniela Morais, o professor

Outubro de 2015

 

Igarassu de outros tempos

O fato de Igarassu ter completado, mês passado, 480 anos me fez revirar o baú da memória e lembrar de momentos saudosos.  Um deles com certeza vai mexer com alguns moradores, que assim como eu costumava olhar o jogo do time da Associação Esportiva de Igarassu, que tinha craques como Biu de Sinhá, Artuzinho, Jurandir Bezerra, Edson Furtado e, mais recentemente, Gordo no gol. O campo ficava no Sítio de Seu Athur, perto da Cit, que aos domingos juntava muita gente para assistir aos jogos.

Além do time da Associação,  Igarassu mantinha a rivalidade com o time de Dr. Baby, o São Paulo Futebol Clube, e o time de Zé Martins do Carmo, o Igarassu Esporte Clube. Estes dois últimos  jogavam no Alfredo Bandeira de Melo ou no Campo Murado, como era mais conhecido. Com essa briga besta, nenhum time costumava jogar no campo do adversário.

A Associação funcionava onde hoje abriga a vistoria do Depatran e em nada lembra o local alegre que movimentava as noites Igarassuenses com grandes bailes e festas. Lá também vários casais iniciaram seus relacionamentos e outros tantos dançaram agarradinhos, pois esse era um dos poucos momentos em que se podia chegar tão perto da pessoa amada. 

Naquela época, Igarassu  teve um cinema, que pertenceu a Seu Barreto e funcionava na beira do Rio São Domingos, coladinho com a Associação. Assistir aos filmes era um verdadeiro martírio, pois a fita costumava quebrar muito. Walfredo Uchôa era o responsável pelo conserto da fita. No final das contas se saia do cinema sem entender muito do filme devido aos constantes problemas.

No Porto do Machado ou por trás da Ondunorte, eu costumava tomar banho. Pois é, cidadão, o Rio São Domingos já foi limpo de se ver o fundo. Já tomei vários banhos em suas águas, que em nada se compara ao que temos hoje, sujo e escuro de tanta poluição. 

Outro lugar que eu costumava frenquentar era o pastoril de Antônio Cândido e João Vieira. Naquela época a luz funcionava a diesel, até às 11h, mas mesmo assim era possível ficar até tarde da noite curtindo o pastoril sem medo de assalto. Na volta, muitos vezes a única luz para guiar nosso passos era a da lua. 

A barbearia de Bita era o local onde funcionava a central de boataria da cidade. Lá se falava de política a futebol, sem esquecer a vida dos outros, é claro!  A barbearia ficava  ali pertinho da sede da Prefeitura, onde funciona a Junta Militar. Por lá "assinavam o ponto" Gervásio Pinto, Jaime Cabeção, Maninho, Raimundo Alfaiate e Toninho, entre outros. Outro frenquentador assíduo do local era o prefeito Luiz Marques da Fonseca.

Já na vespera da festa dos Santos Cosme e Damião, eu e mais uma turma, entre eles: Maninho, Jaime Cabeção e Lalau tínhamos o hábito de roubar galinhas pela vizinhança. As vítimas costumavam ser Dona Zezita e Onhiô Leitão. Vale dizer que Lalau era filho de Onhiô Leitão. Esses roubos sempre acabavam em briga, pois, além de roubar, convidávamos algum parente das vítimas para participar da comilança e aí já se viu, no final era uma confusão só.  Bons tempos aqueles!


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