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EDITORIAL DE SETEMBRO 2015

O dólar a 4 reais

 

No mês em que completa 21 anos, o Real teve uma comemoração indigesta: ultrapassou a barreira dos R$ 4,00 perante o dólar, moeda referência em todo o mundo. Economistas previam esse acontecimento para o mês de dezembro desse ano, mas foram traídos pelo agravamento da crise econômica que se abateu sobre o Brasil nesse segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Um dos fatores que aceleraram a desvalorização do real perante o dólar foi sem dúvida o rebaixamento da classificação do Brasil pela agência de Standard & Poors, que o tirou do grau de investimento. O escândalo revelado pela Operação Lava-Jato, que descobriu roubo bilionário na Petrobrás, a principal empresa do país, também contribuiu para o descrédito do investidor no Brasil.

A presidente Dilma tem feito todo o esforço para estancar a crise econômica. No entanto, a crise política contaminou as finanças do país de tal forma que hoje uma está ligada à outra. Especialistas em economia e política afirmam que enquanto a reforma administrativa não for concluída, o país não recupera sua economia. A redução drástica do número de ministérios, que hoje é de 39, é uma das medidas que a presidente terá que fazer. Junto com essa medida virá o enxugamento da máquina pública, que hoje consome a maior parte do que é arrecadado.

O Brasil vai bater recorde de arrecadação em 2015. Se não tivesse sido tão perdulário nos dois governos do presidente Lula e no primeiro mandato de Dilma, certamente essa crise econômica não teria passad de uma marola. Agora é correr atrás do prejuízo, fazer o dever de casa e tentar respirar a partir do segundo semestre de 2016. Se a presidente conseguir chegar até lá no comando do país.


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