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ZÉ AMÉRICO

Orsina Moraes uma vida dedicada a arte de ensinar

 

Caro leitor, nesta edição peço licença para falar um pouco da minha irmã Orsina Moraes, que faleceu recentemente e dedicou sua vida à educação. Na última edição prestei homenagens a algumas mulheres da nossa cidade, entre elas Orsina, que infelizmente não chegou a ler a coluna, numas dessas tristes coincidências da vida, pois morreu no dia em que o jornal circulou. 

Natural de Goiana, ela realizou seus estudos no tradicional Colégio da Sagrada Família, onde formou-se professora primaria. Fato que ficou marcado na minha memória, porque a festa durou cerca de três dias, tal a importância de se ter um educador na família. Em 1945, isso significava status. No engenho Gravatá Assu, em Panelas de Miranda, iniciou sua vida profissional em 1951, sendo a primeira professora daquela escola rural. Por lá ficou pouco tempo, devido à grande dificuldade de água, que ficava com umas seis léguas de distância, transportada no lombo de burro. De lá, conseguiu transferência para o Engenho Limão, em Catende, onde as condições eram melhores. Aos domingos costumávamos caminhar de sapato nas mãos, devido à distância, do engenho até a cidade, para a missa, visitar amigos e ir ao cinema. Ainda guardo na memória a estrada de barro, ladeada pelas canas e iluminada pela lua, no retorno à noite. 

No Limão, também tive uma das experiências mais engraçadas, sempre rememoradas em nossas conversas. Por falta do que fazer e ser muito astucioso, costumava ficar na janela observando os alunos tomar a lição, pessoas simples, trabalhadores do campo. “lhe ge le; lhe ge li, lhe ge lo...”. Num rabo de olho, vi um rapaz sério, de corpo em riste, muito.


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