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ZÉ AMÉRICO
Paixão Nacional Paolla Oliveira, no topo das grandes atrizes globais, brilhou na série Felizes Para Sempre?. Mas o que bombou nas redes sociais foi sua aparição de calcinha, enquanto interpretava a prostituta Denise. Viralisou! Depois disso, ficou solteira e rejeitou convite milionário para ser musa de camarote no Carnaval do Rio.

Fevereiro/2015

 

O Bloco da Vitória

Todo ano, quando chega o período dos festejos de Momo, me vem à lembrança antigos Carnavais vividos, como o da minha infância, em Goiana, no ano em que choveu muito e a música mais cantada entre os foliões foi “As águas vão rolar...”. Em que brincávamos na rua e fazíamos questão de pisar nas poças de lama para melar quem estivesse por perto. Outro Carnaval memorável aconteceu durante a minha juventude, aqui mesmo em Igarassu, por volta de 1959. E como não poderia deixar de ser, diz respeito às questões políticas daquela época. Cid Sampaio havia sido eleito governador do estado, pela UDN – União Democrática Nacional, derrotando o candidato Jarbas Maranhão, do PSD – Partido Social Democrático, numa das campanhas mais acirradas que tive oportunidade de assistir. Pois bem, antes disso, outro Udenista João Cleofas, ficou conhecido no estado por João três quedas, devido a três derrotas seguidas, só pra ilustrar o clima da disputa. Com base nesse contexto, em Igarassu, situação e oposição estavam com os nervos à flor da pele, devido a UDN ter assumido recentemente o poder. Dr. Nelson Andrade de Oliveira, seu filho Dr. Baby, Yêdo Ribeiro, Flomarion Vilarim e seu Tibí estavam felizes com a chegada de Cid ao governo. Do outro lado, Paulo Guerra, Seu Barreto, Dr. Brito e Walfrido Uchoa que nunca haviam perdido uma eleição no pleito estadual.

No carnaval de Igarassu Dr. Baby, advogado que nunca exerceu a profissão e apreciador fino de cachaça, criou um bloco chamado “O Bloco da Vitória”, usando a música do mestre do frevo, Nelson Ferreira, que caiu como uma luva, para provocar os derrotados:

O lema era:O bloco da Vitória tá na rua/Desde que o dia raiou/Venha minha gente para o nosso cordão/Que a hora da virada chegou, ôôôô./ Quando o povo "diz Cid"/Cai na frevança/Não há quem dê jeito/Aguenta o rojão/Fica sem comer/Mas no fim, tá tudo Ok!/Neste Carnaval/Quá, quá, quá, quá/O prazer é gargalhar/E com bate-bate de maracujá/A nossa vitória, vamos festejar.

No comandando da orquestra, Seu Beija, pedreiro, que nas horas vagas, era um trompetista de mão cheia. O desfile, marcado para uma segunda de Carnaval, criou o maior buchicho na cidade. Todos na expectativa, situação e oposição, e naquele sai, não sai... O bloco ganhou as ruas, partindo da antiga fábrica de tapetes, com a polícia de lado. Na altura da rua Manancial, antigo Bambu, Dr. Baby, que já tinha tomado todas desde a concentração, andava meio cambaleante, foi apoiado pelas “meninas” do Bambu, que engrossaram o cordão. O Bloco seguiu pela Avenida 27 de setembro com o povo cantando “O broque da vitória tá na rua, derna que o dia raiô... ô, ô, ô.  A essa altura, eu não aguentei a empolgação e caí no frevo até o dia raiar. Contrariando todas as expectativas, esse foi um dos carnavais mais tranquilos da cidade.

 


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