Notícias da Web

Editorial de fevereiro

Mais um golpe na democracia

A democracia brasileira sofreu mais um duro golpe no último dia 6, quando o cinegrafista da Rede Bandeirantes Santiago Andrade foi morto, após ser atingido por um rojão numa manifestação no centro do Rio de Janeiro. O assassino foi preso, assim como seu comparsa, Fábio Raposo, que lhe entregou o artefato para ser detonado.

Em entrevista à Rede Globo, Caio Silva de Souza confessou que acendeu o rojão, mas não tinha a intenção de matar ninguém. Só que matou um pai de família que estava exercendo a sua profissão. Além da confissão, ele disse que muitos dos manifestantes, principalmente os arruaceiros chamados black blocks, são pagos por partidos para tumultuar os protestos. “É só a polícia investigar que descobre”, afirmou.

 

Infelizmente, o Brasil ocupa lugar de destaque nas estatísticas mundiais de assassinato de jornalistas. Paradoxalmente, o país vive num regime chamado democrático, mas mata seus jornalistas igual às piores ditaduras. Toda vez que um profissional da imprensa é morto no exercício de sua função, a democracia fica mais pobre. Não dá para se imaginar um país livre e democrático sem uma imprensa livre, que possa exercer seu direito de informar, não importando as consequências para governos ou políticos.


COLUNAS


OPINIÃO