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Editorial de junho

A bolivarização do Brasil

 

Em meio a euforia por conta da Copa do Mundo, muita coisa pode acontecer no Brasil sem que a população tome conhecimento. Aproveitando o fato de que o brasileiro hoje só pensa em Neymar, Felipão e Fred, a presidente Dilma Rousseff enviou à Câmara dos Deputados o Decreto 8.243, que cria a “Política Nacional de Participação Social” e o “Sistema Nacional de Participação Social”. Sob esses nomes pomposos esconde-se a tentativa de diminuir as instituições e fazer o PT se perpetuar no poder, numa clara afronta à Constituição da República.

O decreto propõe que todos os órgãos da administração pública direta ou indireta tenham em suas instâncias decisivas conselhos formados por integrantes da “sociedade civil”. Ou seja, os ministérios, as estatais, as agências reguladoras, as prefeituras, os órgãos policiais e até as Forças Armadas deverão ter conselhos formados por “cidadãos, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Vemos aqui uma clara estratégia de entregar o comando da máquina do Estado ao que os ideólogos de esquerda chamam de “movimentos sociais”, grupos atrelados principalmente ao PT e a outros partidos ditos de esquerda, a cuja ideologia servem e a cujas ordem obedecem.

Para se ter uma ideia da gravidade desse decreto, se ele for aprovado pelos parlamentares, o MST, movimento que costuma invadir terras alheias, inclusive produtivas, ganhará o direito de exigir assento no Alto-Comando do Exército.

Este decreto é uma clara imitação do que foi colocado na vizinha Venezuela, onde a ditadura disfarçada de Hugo Chavez impôs medidas para se perpetuar no poder.

Desde que chegou à presidência da República que o PT vem fazendo manobras para controlar as instituições. Uma dessas tentativas foi o controle social dos meios de comunicação, que nada mais é do que uma censura à imprensa.

 

Infelizmente, o Brasil ainda não se livrou do viés autoritário, apesar de vivermos numa democracia já há algum tempo. É preciso tomarmos cuidado para não cairmos numa nova ditadura, desta vez de esquerda.


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