Notícias da Web

COLUNA DE MAIO

Na contramão

Recentemente precisei ir ao Centro do Recife para comprar um equipamento eletrônico na Rua da Concórdia. Na volta, fui praticamente obrigado sair da calçada e andar ao lado de carros, equilibrando um guarda-chuva, pois o dia estava bem chuvoso, por um motoqueiro da polícia militar que cortava caminho pela contramão, na estreita calçada da Rua Marquês do Herval. Ele simplesmente me encarou e aguardou que eu abrisse caminho, para continuar sua ronda calçada a fora. Dias depois, uma jovem é atropelada, no Recife, por uma viatura também na contramão. Segundo o comando da Polícia Militar, as viaturas durante as emergências possuem prioridade no tráfego, podendo inclusive, utilizar a contramão. Agora, só precisam esclarecer para nós, pobres mortais, a diferença entre ronda e emergência, pois, no meu caso a sirene da moto não estava ligada, era abuso mesmo.

 

 

15 segundos de fama

No feriadão de 1º de maio, visitei, assim como o amigo Jorge Barrêtto, o estado vizinho da Paraíba. Devido à proximidade com o estado e aos familiares que vivem em João Pessoa, essas idas e vindas, têm sido uma constante na minha vida. Qual não foi minha surpresa, depois de saborear um almoço delicioso no restaurante da rede de hotéis do Caju, passa por mim um motorista com um veículo muito próximo e grita. Zé Américoooo! O grito ecoou na via pouco movimentada, típica para um dia de feriado. Quem estava perto também ouviu e olhou. Devo confessar que ser reconhecido fora dos nossos limites territoriais, encheu meu peito de orgulho. Agora sim, posso dizer que tive meus 15 segundos de fama, na aconchegante João Pessoa.

 

 

Mina

O trágico acidente que matou pelo menos 20 mineiros, na cidade de Manisa, na Turquia, fez-me lembrar da recente visita à mina Brejuí, na cidade de Currais Novos – RN, onde é extraída, processada e comercializada a scheelita. Na Turquia cerca de 580 pessoas estariam trabalhando na mina no momento da explosão, alguns conseguiram escapar, outros ficaram soterrados.

 

Para quem visita uma mina, o espaço é interessantíssimo, de muita curiosidade. Mas para seus trabalhadores, o lugar é de risco iminente de acidentes, dependendo principalmente das condições de trabalho. Geralmente sua mão de obra é mal remunerada.

A que nós visitamos, possui mais 60 km de túneis e seus operários só podem exercer suas funções por no máximo 15 anos. O contato prolongado com a scheelita pode causar câncer.

Só para esclarecer, a scheelita é um tungstato de cálcio CaWO4,  rico em Tungstênio, mineral metálico não ferroso, quando aquecido em altas temperaturas, apresenta alta densidade e boa condutividade elétrica. O tungstênio é usado, por exemplo, na fabricação de canhões, metralhadora e na ponta de metal das canetas esferográficas.


COLUNAS


OPINIÃO