Notícias da Web


ZÉ AMÉRICO

Maio de 2017

 

Em Vicência, o sonho não acabou!

 

Emocionei-me com o trabalho voltado para o ensino de italiano na cidade de Vicência. O projeto foi idealizado por um professor que criou um Centro de Línguas para motivar alunos em 1999. A aposta é no Italiano, através de um projeto simples, mas que já dá resultado maravilhoso, beneficiando mais de 400 jovens.

 

Maio Amarelo

 

No trânsito, o Brasil registra mais de 50 mil mortes por ano e produz cerca de 500 mil mutilados, por isso, devemos sempre abraçar campanhas educativas numa tentativa de alertar motoristas sobre o assunto. Nesse ano, o Maio Amarelo aborda o tema “Minha Escolha faz a Diferença no Transito” e quer deixar claro que a escolha de beber e não dirigir está nas mãos dos condutores. Salve vidas dirigindo com responsabilidade. Essa campanha eu apoio.

 

João Dória

 

O prefeito de São Paulo, João Dória, é um marqueteiro por excelência. Ele decidiu agora investir em moradores de rua, distribuindo um milhão de produtos em materiais de higiene pessoal, como desodorante, escova e creme dental. A tática parece que tem surtido efeito. Por essas e outras coisas mais, seu nome tem sido cogitado para concorrer à presidência em 2018.

 

Restaurantes Chiques

 

Depois de sofrer pressão por parte da imprensa e da população, vereadores do Recife recuaram no aumento de mais de 50% no auxílio alimentação, que iria custar cerca de R$ 4,5 mil por mês para cada parlamentar. Esse valor poderia ser gasto sem a necessidade de comprovação de gasto.  Isso dá uma média de mais de R$ 200 reais por um almoço. Acho que, por hora, restaurantes chiques serão menos frequentados pelos que gastam com o dinheiro do povo.

 

Ambev aposta nos retornáveis

 

A empresa produtora de bebidas investiu cerca R$ 1,5 milhão em máquinas para coleta de vasilhames, apostando nos produtos retornáveis. A opção propicia uma economia de 70% nos custos com logística, atende aos consumidores antenados com sustentabilidade e ainda propõe preço justo, já que a troca gera desconto.

 

Amamentação liberada

 

O Ministério da Educação, comandado pelo pernambucano Mendonça Filho, garantiu através de portaria o direito à amamentação no universo acadêmico (escolas, universidades e instituições federais). Medida mais que acertada e que concordo totalmente.

 

 

Paola arrasando

 

A atriz global Paola Oliveira tá arrasando como a Geisa na novela “A Força do Querer”. Ela também é uma das musas do Zé. Além de talento, Paola está esbanjando charme, num corpão de fazer inveja a muita gente. Realmente Paola arrasa sempre.

 

Perda I

 

Lamento profundamente o falecimento de Tonho Ribeiro, figura que na gestão Jurandir Bezerra trabalhou como tesoureiro da URBI, onde também trabalhei como assessor especial. Tonho boêmio de mão cheia, também servia de interlocutor político, apaziguando broncas da gestão.

 

Perda II

 

Registro com pesar o falecimento do ex-deputado federal Maurílio Ferreira Lima, político sério, honesto e um exemplo de figura humana. Ao seu lado participei de várias campanhas eleitorais aqui em Igarassu. Apoiei também seu irmão, Mauro Ferreira Lima. Aliás, os irmãos são casos raros de políticos que trabalharam prol da causa popular, sem enriquecimento ilícito. 



ZÉ AMÉRICO

 

Janeiro de 2017

 

Luz

Começo a Coluna deste 2017 desejando a todos e principalmente aos gestores do Litoral Norte muita luz e discernimento para gerir suas vidas e administrações. Aliás foi a luz, ou melhor, o Natal Luz que me levou a visitar, na companhia de netos, Garanhuns, em dezembro passado. A cidade estava lindíssima e recomendo o passeio. Fica a dica para os gestores: é preciso ser criativo e ousado para fortalecer a economia local. Parabéns a Izaías Regis (PTB), pela iniciativa lançada em 2013. Não foi à toa que ele conquistou a reeleição com 68.57% dos votos.

Foto: Sede da Prefeitura - Palácio Celso Galvão

 

Mobilidade

Na lista de pedidos para 2017, além de saúde, estão mais ética na política e na gestão pública, para transformar promessas de campanhas em prestação de serviço para a população. Meu apelo, assim como em 2016, continua na mobilidade, porque nossas calçadas são intransitáveis e um risco para pessoas acima de 60. Cito a Avenida Duarte Coelho e o Centro Comercial de Igarassu como exemplos.

 

Ilha de Itamaracá

O prefeito da Ilha de Itamaracá, Mosar Tato, assume a gestão tendo pela frente dois grandes desafios. Fazer a Ilha deslanchar e emplacar a primeira reeleição na história política da cidade. A seu favor, 50% dos votos válidos e o apoio do deputado Guilherme Uchoa, seu sogro, presidente da Assembleia Legislativa e principal interlocutor do governador Paulo Câmara (PSB). Além de empenho, Tato terá que atrair empreendimentos e resolver problemas como alagamentos, coleta de lixo e pagamentos em atraso aos fornecedores, por isso muita sorte e sucesso!

 

Lava Jato

O mundo volta os olhos para o Brasil, neste último dia 19, com a trágica morte do ministro do Supremo Tribunal Federal – STF, Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato, num acidente de avião. Teorias conspiratórias à parte, sua morte deixou em suspense o que irá acontecer com o processo e quem será seu substituto. O ministro era responsável também pela homologação de 77 delações premiadas dos executivos da Odebrecht, que estavam previstas para acontecer em fevereiro. A nomeação de um novo ministro deve ser anunciada pelo presidente Michel Temer. Quanto ao processo da Lava-jato, caberá á presidente do STF, Cármen Lúcia, escolher o titular da relatoria. No acidente morreu também o empresário Carlos Alberto Filgueira, dono do avião e do Grupo Emiliano.

 

Seleção

É com enorme alegria que recebo a notícia da convocação do meio-campista Diego Souza, do meu querido Sport, para a seleção Brasileira. Seu chamado demonstra claramente o perfil sério do técnico Tite. Afinal de contas, Diego foi artilheiro do Brasileirão, com 14 gols, e merecia a convocação. Parabéns ao atleta e aos torcedores por mais essa conquista. Pelo Sport tudo!



ZÉ AMÉRICO

Dezembro de 2016

 

Sou Chape

Depois do trágico acidente ocorrido com o time da Chapecoense, que vitimou 71 pessoas, entre atletas, jornalista e comissão técnica, não podia deixar de dizer que a partir de agora, meu coração abraçou a Chape. E seu manto sagrado, verde e branco, também vai fazer parte da minha história com o futebol. Assim como milhares de pessoas me associei ao clube para de forma simbólica empurrar o novo time de guerreiros nesse novo caminho. Força Chape!

 

Pelo Sport tuudooo!

No último dia 16, prestigiei a bonita e movimentada eleição para nova diretoria do Sport, apesar de torcer pela chapa 2, quem levou foi a situação, com uma folga de mais de 900 votos. Agora espero que a chapa vencedora dê um novo rumo ao Leão da Ilha do Retiro, que apesar de ficar na Série A, tem potencial para brilhar muito mais. Que venha a Sulamericana!

 

Banco do Brasil

Mês de dezembro me lembra a época, ainda garoto, quando ia veranear com a família em Ponta de Pedras. Eram 90 dias de pura liberdade e banho de mar. Pescar também era uma de minhas melhores diversões. Vez por outra acompanhava o despescar de um dos currais de seu Nezinho Carneiro, que de tão bom tinha o nome de Banco do Brasil. Numa dessas vezes, ao chegar no salão do curral, seu Nezinho disse com a presteza de pescador experiente: “Não pula ninguém! Tem um cheiro diferente”. Ao jogar a rede, recolhemos um cação.

 

Nem lembrava

Este ano um fato curioso aconteceu comigo. Recentemente conheci no comércio local, André Maciel, que ao me cumprimentar disse que já me conhecia. Pensei logo que era devido ao jornal. Sorri e lhe cumprimentei de volta. O rapaz então me contou, que há mais de 20 anos, na PE 35, depois da Alcoa, hoje ... ele empurrava sua moto no escuro, pois o farol estava queimado. Eu que estava voltando de Itamaracá com a família, parei e ofereci ajuda. O farol do meu carro lhe serviu de guia até Igarassu. Confesso que não lembrava, nem do fato, muito menos do rapaz. No final ele me disse: “Favor é algo que não se esquece!”

 

As Musas do Zé

Para fechar o ano com chave ouro, faço uma relação das dez mais belas mulheres da atualidade.

Lembrando aos amigos que Gisele Bündchen figura na categoria hors-concours.

 

Bruna Marquezine

Mariana Rui Barbosa

Paola Oliveira

Juliana Paes

Giovanna Ewbank

Maria Júlia Coutinho

Camila Queiroz

Grazi Massafera

 

Anitta



ZÉ AMÉRICO

 

Outubro de 2016

 

Memórias políticas

 

Acompanho a política desde muito jovem. Na minha memória estão registradas campanhas como a do médico Lauro Raposo, candidato a prefeito de Goiana, em 1947. E os embates políticos, de Igarassu, entre Múcio Bandeira e Taylor Rezende. Miguel Godim e Fernando de Paula Pinto, em 1955. Ou, o primeiro insucesso de Paulo Guerra, ocorrido em 1958, quando ele apoiou Jarbas Maranhão ao governo do estado. O grande vitorioso foi o candidato Cid Sampaio. Em Igarassu, os Cidistas trabalharam de forma silenciosa, quase imperceptível, entre eles estavam Yêdo Ribeiro, Flamarion Vilarim, João José (guarda do Presídio) e eu. As furtivas reuniões ocorriam em frente à Igreja de São Sebastião ou no pé da ponte do Rio São Domingos. Destaque para os empresários Nelson Andrade de Oliveira e seu filho Dr. Baby, únicos assumidamente Cid. Eles eram donos da fábrica de fibra de coco. Após urnas abertas e votos contados, para desagrado de Paulo Guerra, Cid venceu com uma diferença de 86 votos.

Outro embate duríssimo ocorreu entre Severinho Ninho e Joaquim Guerra em 1988. Naquela época a cédula de votação era de papel e a contagem dos votos ocorreu no Clube Afasa. Até hoje, em conversas de bastidores, credita-se a vitória de Joaquim por pouco mais de 200 votos, a manobra de trocar os nomes dos candidatos de posição na cédula de votação, um dia antes da eleição. É preciso esclarecer que os candidatos costumavam distribuir santinhos aos eleitores ensinando a votar, indicando inclusive, a ordem de votação na cédula.   

Participei ativamente também das campanhas que elegeram Jurandir Bezerra Lins, para prefeito, em 1982 e em 1992, cuidando do marketing. Fiz música, jingles e o slogan usado em 92, “Igarassu quer seu filho de volta”, com a ajuda do amigo Zé Nivaldo Jr. marqueteiro de mão cheia, que hoje dirige a conceituada agência de publicidade Makplan. Para os mais jovens segue trecho da música usada em 82. “Meu voto não vendo, não troco, não abro mão. Meu voto é Jurandir, nessa eleição”.     

Militância

Na eleição deste ano, em Igarassu, devido a problemas de saúde, pouco pude acompanhar o ritmo acelerado das caminhadas e porta a porta. Mas graças às redes sociais e conversas com amigos, populares e eleitores roxos, de ambos os lados, pude sentir o termômetro de uma campanha vibrante e disputadíssima. Na minha opinião, a grande estrela desta campanha foi a militância, que conseguiu contagiar até populares, que faziam questão de brigar e vestir a cor de seus candidatos.  Aproveito a coluna para parabenizar ao amigo e prefeito Mário Ricardo pela vitória, que acabou renovando com mais de 38 mil cidadãos, o compromisso de administrar a nossa cidade por mais quatro anos.

Ao companheiro Yves cabe agora avaliar o recado das urnas e se preparar para o próximo embate, afinal de contas, já dizia Magalhães Pinto: “Política é como nuvem. Muda de forma, de sentido e de direção, sem qualquer aviso prévio”.

 



ZÉ AMÉRICO

Junho de 2016

 

Revirando o baú

 

Tenho o hábito de tempos, em tempos eliminar papéis das minhas gavetas. O bom desse costume é que costumo encontrar verdadeiras relíquias, como folders de campanhas políticas e até tickets de metro de viagens. Pois bem, na última limpeza encontrei o discurso de posse da Sociedade Musical 21 de Abril.

Essa Sociedade foi idealizada por mim e pelos amigos Capitão Felipe, Dr. Assis, Zé Inaldo, Luiz Menezes, esses já falecidos e ainda Ferreira, Jorge Domingo e João Messias. A nossa ideia era trazer de volta a cultura das bandas marciais que tocavam nos coretos e praças da cidade, fato muito comum na nossa infância. Aliás, foi esse sentimento que nos uniu.

No meu tempo de menino em Goiana, costumava acompanhar as bandas Sabueira e Curica, que desfilavam pelas suas principais ruas em dias festivos. Ficava também maravilhado com a elegância dos músicos. As músicas executadas pelos maestros Carneiro e Ártico Brum travavam, com muita discrição, batalha pelo título de melhor banda. Os desfiles eram um espetáculo à parte, coisa que nem o tempo consegue apagar, como a execução do dobrado “Cisne Branco”.  

Para pensar e criar o estatuto da Sociedade nos reuníamos na sede do Centro Social de Cruz de Rebouças. Lá, nossa intenção era dar vida a Banda Musical Tiradentes que iria oferecer gratuitamente aos filhos da terra, a oportunidade de aprender a tocar um instrumento e profissionalizar-se como músico.

Durante o discurso de posse da diretoria disse: “Nossa intenção foi preencher uma lacuna sensível na vida cultural de Igarassu. Não era admissível uma cidade com as tradições de cultura de nossa terra permanecer sem a sua banda de música” e encerro minhas palavras citando o cantor pacifista John Lennon que disse “O sonho acabou” ao anunciar o fim dos Beatles, só que nosso caso “O sonho está apenas começando”.

Infelizmente a ideia não passou da cerimônia de posse da diretoria, por falta de apoio da gestão municipal, na época de Jurandir Bezerra, que optou investir na Banda Heitor Vilas Lobos, hoje, campeoníssima que representa muito bem a cidade em vários concursos, e de um jeito, ou de outro, o nosso sonho acabou virando realidade.



ZÉ AMÉRICO

Maio de 2016

 

Dia das Mães

 

Maio é o mês dedicado às mães. Ocorreu-me que sou um homem duplamente feliz, pois, enquanto muitos têm apenas uma, eu tive duas. Uma biológica, chamada Hercina e outra de coração, que atendia pelo nome de Otília. Uma, por amor me deixou aos cuidados da outra, só por um tempo, enquanto as coisas melhoravam. Infelizmente minha mãe biológica faleceu enquanto eu ainda era criança e não pode cumprir a promessa de me pegar de volta. Contei ainda com as benesses e com os cuidados de Sá Biu e Sá Marica, duas almas caridosas que cuidavam da cozinha e da casa de minha mãe Otília. E assim fui criado por três mulheres. Nada mais justo do que agradecer ao céu e ao destino a minha tripla sorte.

 

Eclipse

Em maio de 1947 houve um grande eclipse do sol. Se hoje o fenômeno encanta e desperta a curiosidade de muita gente, naquela época a coisa tomava outro rumo. Minha mãe costumava dizer que o mundo ia acabar, por isso muita reza e novenas, para tal fato não acontecer. Na cozinha Sá Biu e Sá Marica, além das rezas e crendices evitavam falar do assunto na minha frente, o que aumentava ainda mais minha curiosidade de menino. Apenas minha irmã Orcina, moça estudada, sabia o que era o tal eclipse.

No dia do fenômeno a ansiedade foi tanta, que não dormi. Madruguei e como havia orientado Orcina, peguei escondido os óculos Ray Ban do meu irmão Olívio, uma bacia d’água e um pedaço de espelho quebrado, que deveria ser esfumaçado com uma vela, e só então poderia se olhar para o fenômeno. Por lá fiquei até a lua encobrir totalmente o sol. E o mundo não acabou!

 

Marcela

Em entrevista ao Fantástico domingo, 14, o presidente interino Michel Temer, confirmou caso a presidente Dilma não retorne ao cargo após o seu afastamento, a esposa Marcela e o filho Michelzinho passarão a morar em Brasília. Fãs dela guardam ansiosos. 



ZÉ AMÉRICO

JANEIRO DE 2016

 

Em tempos de férias...

Janeiro é o mês dedicado às férias. Assim como a maioria das pessoas, tirei uns dias para passear e descansar, afinal de contas o ano mal começou e já trouxe notícias tristes como o falecimento de D. Antonieta, mãe das minhas amigas Júlia Maria e Isotta Badú, ocorrido dia primeiro.

Segundo os especialistas o ano promete ser de incertezas, seja na política ou na economia, por isso, cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

Em tempo de dinheiro curto aproveitei para conhecer a capital do Ceará, Fortaleza. Por lá, segui os roteiros mais conhecidos como as praias de Iracema, Cumbuco e Canoa Quebrada. Também estive no belíssimo Teatro José de Alencar, na Catedral e no Mercado Central.

Em termos de beleza, Pernambuco é tão bonito quanto Fortaleza, mas no que diz respeito a infraestrutura, temos muito o que aprender com os nossos irmãos cearense. Nessa cidade o dinheiro é gasto com facilidade, seja na feirinha, no teatro de humor, nos passeios de buggy ou nos mega restaurantes construídos à beira mar.

Em Cumbuco conheci o pequeno Amadeu, empresário das praias, que faz fotos dos turistas segurando objetos gigantes, utilizando a técnica de aproximação. Pense num menino desenrolado, que ganha qualquer um, com respostas inteligentes e uma simpatia contagiante. Nessa viagem, ele foi um dos momentos mais interessantes e estimulantes.

Por falar em férias me lembrei dos tempos de garoto, em que costumava curtir com minha família a praia de Pontas de Pedras. Eram três meses de muita diversão e liberdade. Começava em dezembro e terminava no Carnaval.

Carnaval

Aliás, desse tempo lembro bem das disputas acirradas entre os blocos Estrela Brilhante e Cheguei Tarde. O primeiro, pertencente aos moradores do bairro das Pedrinhas, composto por pescadores e empregadas domésticas e lavadeiras. Seus maiores patrocinadores eram Nezinho Carneiro e Seu Belo da mercearia. O outro era dos veranistas, comerciantes de Goiana e senhores de engenho, que ocupavam a praia do Poço. Esses desfiles eram aguardados por mim o ano inteiro. Rezava a tradição que um não podia invadir o território do outro. Quando isso acontecia, os estandartes tinham que se cruzar, depois o pau cantava.

Presenciei uma dessas brigas, tinha uns 16 ou 17 anos e precisei me esconder embaixo da coberta de uma venda para não apanhar. Nessa briga, inclusive, teve morte.

Monumento

Voltando aos anos atuais, Carnaval é tempo de alegria e mulher bonita. Por isso, a Coluna rende homenagens a Sabrina Sato, rainha da bateria da Escola de Samba Vila Isabel, que neste ano abre o desfile na Marquês de Sapucaí contando a história do ex-governador Miguel Arraes, “Memórias do Pai Arraia – Um sonho pernambucano e o legado brasileiro”.



ZÉ AMÉRICO

DEZEMBRO - 2015

 

Festejos Natalinos

Novamente chegamos no mês de dezembro, período de festas e confraternizações. Deixando 2015 para trás, envolvido em um mar de lama, que nada tem a ver com o triste desastre ocorrido em Mariana, cidade que tive o prazer de conhecer, mas sim, com os escândalos envolvendo o governo federal e a política.

Para atravessá-lo usamos e abusamos da criatividade. Procuramos também o apoio de anunciantes, parceiros, colaboradores e amigos para oferecer ao leitor um produto de qualidade. Que em 2016, juntos possamos manter cada vez mais forte a chama acesa do jornalismo impresso do Litoral Norte. Desejo a todos um Natal repleto de paz e harmonia.

 

Natal sem crise

Eu não sei você, mas o meu Natal este ano está mais magro. Consequência da crise financeira. Eles roubam lá, e a gente aqui é quem paga o pato, ou melhor, a falta do peru.

Bom mesmo era no tempo em que meu Natal custava pouco. Minha maior alegria era assistir na praça, em Ponta de Pedras, depois da missa, o pastoril do velho Cebola. Mãe brigava comigo, dizendo que aquilo não era coisa pra menino. Como não! O que eu mais queria era ouvir as loas cheias de duplo sentido. Assistir as moças com pouca roupa rebolando e balançando a saia, se insinuando para o velho safado. Esse sim era um Natal sem crise.

 

 

Musas do Zé

 

Mantendo a tradição apresento aos leitores a lista das 1O mulheres mais bela do ano. Confesso que a escolha não fácil. Agora é só conferir.

Camila Queiroz, 22 anos, a Angel de Verdades Secretas. Menina que veio de um sítio de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, para vencer na capital.

Cecilia Malan - Em casa ela tem torcida. Elegante, bonita, um charme e discrição que faria inveja até a Mosalisa do Leonardo Da vince. 

Cris Viana é a garota estilo mulherão. O ator Alexandre Nero – o Comendador costuma dizer, que ela não é uma mulher. Ela é um acontecimento. Eu assino em baixo.

 

Fernanda Lima, 38, modelo e apresentadora do programa Amor e Sexo, da Globo. Foi ela que deixou o mundo babando quando apresentou ao lado do marido, Rodrigo Hilber, 35, o sorteio da FiFa.

Grazi Massafera é presença certa em qualquer lista de beleza que se preze. Tem um sorriso desarma qualquer um. Simplicidade também é outra característica da bela.

Giovanna Antonelli, 39, tem sempre uma atuação perfeita nas novelas em que participa. Agora como Atena, em A Regra do Jogo, está um arraso.

Gisele Bundchen, 35, é a top das tops. Após se aposentar das passarelas, em abril deste ano, lançou livro em que comemora 20 anos de carreira.

Juliana Paes, 37, é o que podemos chamar de mulher maravilha. Sucesso em tudo que faz, esbanja alegria e espontaneidade por onde passa. É cadeira cativa na minha lista.

Paola Oliveira, atriz se destaca não só pela beleza que salta aos olhos. Mas principalmente por aliar talento e bom humor, em curvas pra lá de sinuosas.

Sophie Charllote é a imagem da mulher perfeita. A musa chama atenção pela beleza irretocável. A considero como uma das atrizes mais linda da televisão brasileira.



ZÉ AMÉRICO

Novembro/Dezembro de 2015

 

Terror em Paris

Assisti perplexo pela TV, sexta-feira 13, as cenas dos ataques terroristas em Paris, que deixou mais de cem pessoas mortas e outras tantas feridas. Esse novo atentado feito pelo Estado Islâmico (EI), ganha uma dimensão ainda maior pelo que representa a França para a democracia ocidental. Imediatamente me reportei para as ruas que andei, quando estive por lá. Qualquer um poderia ter sido uma vítima, pois Paris recebe turistas do mundo todo, o ano inteiro.

 

Eu amo Paris

Desde a infância sempre tive a vontade de conhecer Paris. Morava em Goiana, com oito ou nove anos, quando começou meu amor pela cidade. Guilherme foi um dos responsáveis por esse fato. Filho adotivo do dono da padaria Fialho, de 40 anos e com gosto apurado pela leitura. Ele recebia diariamente os jornais da capital – Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio, Folha da Manhã e o Jornal Pequeno. Foi assim que ganhei o hábito de ler, pegando “bigu” todos os dias nos jornais, revistas e livros do meu amigo Guilherme. Mas foi o gosto pelo futebol foi que acabou nos aproximando, mesmo com a grande diferença de idade. Ele, fã do América, eu, já rubro-negro.

Outra pessoa que despertou em mim a curiosidade por Paris foi a minha irmã Orsina através da coleção “Tesouro da Juventude”, livros que deveriam constar na casa das melhores famílias da sociedade.

Já adulto, costumava dizer: Depois que conhecer Paris, posso morrer feliz. Fato que pra minha sorte nunca aconteceu. Pensei até em colocar o nome Paris em um dos meus filhos, coisa que me arrependo, de não tê-lo feito.

 

Atitude estranha

Estive em Paris a primeira vez por volta da década de 60. Lá, voltei algumas vezes. Numa delas, acompanhado pela minha filha Daniela e pelo meu companheiro de redação Eudes Pereira. Dessa viagem temos duas histórias para contar. A primeira ocorreu após o desembarque da estação central Gare du Nord e fomos abordados por um grupo de turistas – de São Paulo, num “francês meia boca” pedindo informação para chegar a Catedral de Notre Dame.

A outra aconteceu no pátio do Museu do Louvre. Deixamos uma sacola com alguns pertences um pouco afastada para não aparecer na foto. Quando fomos buscá-la, guardas fortemente armados estavam se aproximando para verificar seu conteúdo. Logo eles quiseram saber por que a deixamos de lado. Aquilo que para a gente era algo totalmente inocente, para os franceses era uma atitude totalmente suspeita. Imagem Hoje, como seria!



ZÉ AMÉRICO
No último dia 16, tivemos a honra de receber na cidade de Igarassu o ex-diretor industrial do Jornal do Commercio, Satyro Gil (3º a partir da direita), amigo de longa data. Depois de uma rápida visita à Redação do Jornal, fomos ao Museu Pinacoteca do Convento Franciscano de Igarassu e almoçamos uma deliciosa caldeirada em Itapissuma. O roteiro terminou na sede da Prefeitura de Igarassu, que foi reformada recentemente. O prefeito Mário Ricardo nos recebeu com a cordialidade de sempre. Da comitiva fizeram parte nossos companheiros Eudes Pereira e Daniela Morais, o professor

Outubro de 2015

 

Igarassu de outros tempos

O fato de Igarassu ter completado, mês passado, 480 anos me fez revirar o baú da memória e lembrar de momentos saudosos.  Um deles com certeza vai mexer com alguns moradores, que assim como eu costumava olhar o jogo do time da Associação Esportiva de Igarassu, que tinha craques como Biu de Sinhá, Artuzinho, Jurandir Bezerra, Edson Furtado e, mais recentemente, Gordo no gol. O campo ficava no Sítio de Seu Athur, perto da Cit, que aos domingos juntava muita gente para assistir aos jogos.

Além do time da Associação,  Igarassu mantinha a rivalidade com o time de Dr. Baby, o São Paulo Futebol Clube, e o time de Zé Martins do Carmo, o Igarassu Esporte Clube. Estes dois últimos  jogavam no Alfredo Bandeira de Melo ou no Campo Murado, como era mais conhecido. Com essa briga besta, nenhum time costumava jogar no campo do adversário.

A Associação funcionava onde hoje abriga a vistoria do Depatran e em nada lembra o local alegre que movimentava as noites Igarassuenses com grandes bailes e festas. Lá também vários casais iniciaram seus relacionamentos e outros tantos dançaram agarradinhos, pois esse era um dos poucos momentos em que se podia chegar tão perto da pessoa amada. 

Naquela época, Igarassu  teve um cinema, que pertenceu a Seu Barreto e funcionava na beira do Rio São Domingos, coladinho com a Associação. Assistir aos filmes era um verdadeiro martírio, pois a fita costumava quebrar muito. Walfredo Uchôa era o responsável pelo conserto da fita. No final das contas se saia do cinema sem entender muito do filme devido aos constantes problemas.

No Porto do Machado ou por trás da Ondunorte, eu costumava tomar banho. Pois é, cidadão, o Rio São Domingos já foi limpo de se ver o fundo. Já tomei vários banhos em suas águas, que em nada se compara ao que temos hoje, sujo e escuro de tanta poluição. 

Outro lugar que eu costumava frenquentar era o pastoril de Antônio Cândido e João Vieira. Naquela época a luz funcionava a diesel, até às 11h, mas mesmo assim era possível ficar até tarde da noite curtindo o pastoril sem medo de assalto. Na volta, muitos vezes a única luz para guiar nosso passos era a da lua. 

A barbearia de Bita era o local onde funcionava a central de boataria da cidade. Lá se falava de política a futebol, sem esquecer a vida dos outros, é claro!  A barbearia ficava  ali pertinho da sede da Prefeitura, onde funciona a Junta Militar. Por lá "assinavam o ponto" Gervásio Pinto, Jaime Cabeção, Maninho, Raimundo Alfaiate e Toninho, entre outros. Outro frenquentador assíduo do local era o prefeito Luiz Marques da Fonseca.

Já na vespera da festa dos Santos Cosme e Damião, eu e mais uma turma, entre eles: Maninho, Jaime Cabeção e Lalau tínhamos o hábito de roubar galinhas pela vizinhança. As vítimas costumavam ser Dona Zezita e Onhiô Leitão. Vale dizer que Lalau era filho de Onhiô Leitão. Esses roubos sempre acabavam em briga, pois, além de roubar, convidávamos algum parente das vítimas para participar da comilança e aí já se viu, no final era uma confusão só.  Bons tempos aqueles!



ZÉ AMÉRICO
BOM COMPANHEIRO - A Coluna registra o encontro deste editor com o jornalista, poeta e escritor Xico Sá, na Fenelivro, Feira de Livros do Nordeste, dia 5 deste mês, no Centro de Convenções, em Olinda. Nesse dia, Xico foi um dos palestrantes da Feira, falando sobre um dos assuntos que mais entende, o amor. Ele também foi um dos colaboradores do Jornal de Igarassu, no período em que chegou do Ceará para o Recife. Hoje apesar de ser um superstar da imprensa escrita e televisiva, continua o mesmo, tal e qual como o conheci, sonhador, irreverente e sem frescura. Xico Sá é mesmo, um bom companheiro.

SETEMBRO DE 2015

 

Nos tempos dos festivais

 

Completar 480 anos é um acontecimento histórico para uma cidade, mas Igarassu já nasceu grande quando os portugueses conseguiram vencer os bravos índios, que desfrutavam dessa terra e deram origem a uma das mais tradicionais festas religiosas do Litoral Norte, dedicada aos Santos Cosme e Damião, no dia 27 de setembro.

Desde que aqui cheguei, vindo de Goiana, me encantei pela cidade, constitui minha família, ganhei amigos. Aqui também recebi o título de cidadão Igarassuense, proposto pelo vereador Maguila, fato que até hoje me enche de orgulho. Talvez por isso, nessa edição quero falar de pessoas ou fatos que aconteceram na cidade, num passado mais recente. Como na década de 60, em que sua cena cultural e musical era efervescente, com a participação ativa de Guilherme Paes Barreto, Pedro de Melo Costa, Airton Menezes e de Zezinho Melo, entre outros. Nesse período havia concursos de música, do qual participei do 1º Festival de Música de Igarassu, no ginásio João Pessoa Guerra, com a canção A Criança e a Guerra, ficando em 4º lugar. Pedro levou o 1º lugar, com a música Igarassu do Passado, o 2º, com Carro de Boi, em parceria com Olímpio Sampaio; e o 3º com Vamos à Batucada, com Barbosa Marinho. Tempos depois, minha canção foi gravada pelo cantor Germano Batista, que costumava se apresentar no Programa de Fernando Castelão. Ela ainda seria muito tocada na Rádio Jornal, durante o período da Guerra do Vietnã, que durou mais de 16 anos (1959 e 1975). No 2º Festival, que aonteceu em 1967, participei com a marchinha Viva o Cordão Encarnado, mas não me classifiquei. O jurado e jornalista Celso Marcones, do Caderno Cultural do Jornal do Commercio, em artigo, afirmou que não entendeu a minha desclassificação. O concurso foi patrocinado pela Prefeitura, que gravou um compacto com os quatros primeiros colocados. Desse período lembro-me também que, influenciado pelo auge da MPB, costumava acompanhar os jovens vizinhos da Rua Tiradentes, Ana Maria (ao violão) e Manoelzinho Bezerra, Ana Lúcia de Menezes Costa e minha esposa Janet, para em noites de luar cantarmos Chico Buarque, Gilberto Gil e Cetano Veloso, sentados na minha calçada. Tempos depois, consegui classificar o Frevo Marcha Marinheiro, de minha autoria, em parceria com o meu primo Alcântara de Moraes, no 2º Concurso de Músicas de Carnaval, de 1968, promovido pelo governo da Guanabara, no Rio de Janeiro, com o apoio da TV Excelsior, do Conselho de Música Popular e do Museu da Imagem e do Som. Da região Nordeste se classificaram apenas eu, Capiba e Maestro Dozinho, de Natal. Sem recursos para defender a canção no Rio, busquei patrocínio com o dono da empresa de ônibus Borborema, Arthur Schwambach, que atendeu meu apelo, garantindo as passagens de ida e volta. Já no Rio, fiquei hospedado na Tijuca, em um centro de capacitação dos Correios, graça ao amigo Djalma, da agência Recife, que coincidentemente também estava no Rio participando de uma capacitação nacional. Tal fato me fez viajar praticamente a custo zero. Graças a esse concurso tive a oportunidade de conhecer o produtor musical Nelson Motta.



ZÉ AMÉRICO

Orsina Moraes uma vida dedicada a arte de ensinar

 

Caro leitor, nesta edição peço licença para falar um pouco da minha irmã Orsina Moraes, que faleceu recentemente e dedicou sua vida à educação. Na última edição prestei homenagens a algumas mulheres da nossa cidade, entre elas Orsina, que infelizmente não chegou a ler a coluna, numas dessas tristes coincidências da vida, pois morreu no dia em que o jornal circulou. 

Natural de Goiana, ela realizou seus estudos no tradicional Colégio da Sagrada Família, onde formou-se professora primaria. Fato que ficou marcado na minha memória, porque a festa durou cerca de três dias, tal a importância de se ter um educador na família. Em 1945, isso significava status. No engenho Gravatá Assu, em Panelas de Miranda, iniciou sua vida profissional em 1951, sendo a primeira professora daquela escola rural. Por lá ficou pouco tempo, devido à grande dificuldade de água, que ficava com umas seis léguas de distância, transportada no lombo de burro. De lá, conseguiu transferência para o Engenho Limão, em Catende, onde as condições eram melhores. Aos domingos costumávamos caminhar de sapato nas mãos, devido à distância, do engenho até a cidade, para a missa, visitar amigos e ir ao cinema. Ainda guardo na memória a estrada de barro, ladeada pelas canas e iluminada pela lua, no retorno à noite. 

No Limão, também tive uma das experiências mais engraçadas, sempre rememoradas em nossas conversas. Por falta do que fazer e ser muito astucioso, costumava ficar na janela observando os alunos tomar a lição, pessoas simples, trabalhadores do campo. “lhe ge le; lhe ge li, lhe ge lo...”. Num rabo de olho, vi um rapaz sério, de corpo em riste, muito.



ZÉ AMÉRICO
Paixão Nacional Paolla Oliveira, no topo das grandes atrizes globais, brilhou na série Felizes Para Sempre?. Mas o que bombou nas redes sociais foi sua aparição de calcinha, enquanto interpretava a prostituta Denise. Viralisou! Depois disso, ficou solteira e rejeitou convite milionário para ser musa de camarote no Carnaval do Rio.

Fevereiro/2015

 

O Bloco da Vitória

Todo ano, quando chega o período dos festejos de Momo, me vem à lembrança antigos Carnavais vividos, como o da minha infância, em Goiana, no ano em que choveu muito e a música mais cantada entre os foliões foi “As águas vão rolar...”. Em que brincávamos na rua e fazíamos questão de pisar nas poças de lama para melar quem estivesse por perto. Outro Carnaval memorável aconteceu durante a minha juventude, aqui mesmo em Igarassu, por volta de 1959. E como não poderia deixar de ser, diz respeito às questões políticas daquela época. Cid Sampaio havia sido eleito governador do estado, pela UDN – União Democrática Nacional, derrotando o candidato Jarbas Maranhão, do PSD – Partido Social Democrático, numa das campanhas mais acirradas que tive oportunidade de assistir. Pois bem, antes disso, outro Udenista João Cleofas, ficou conhecido no estado por João três quedas, devido a três derrotas seguidas, só pra ilustrar o clima da disputa. Com base nesse contexto, em Igarassu, situação e oposição estavam com os nervos à flor da pele, devido a UDN ter assumido recentemente o poder. Dr. Nelson Andrade de Oliveira, seu filho Dr. Baby, Yêdo Ribeiro, Flomarion Vilarim e seu Tibí estavam felizes com a chegada de Cid ao governo. Do outro lado, Paulo Guerra, Seu Barreto, Dr. Brito e Walfrido Uchoa que nunca haviam perdido uma eleição no pleito estadual.

No carnaval de Igarassu Dr. Baby, advogado que nunca exerceu a profissão e apreciador fino de cachaça, criou um bloco chamado “O Bloco da Vitória”, usando a música do mestre do frevo, Nelson Ferreira, que caiu como uma luva, para provocar os derrotados:

O lema era:O bloco da Vitória tá na rua/Desde que o dia raiou/Venha minha gente para o nosso cordão/Que a hora da virada chegou, ôôôô./ Quando o povo "diz Cid"/Cai na frevança/Não há quem dê jeito/Aguenta o rojão/Fica sem comer/Mas no fim, tá tudo Ok!/Neste Carnaval/Quá, quá, quá, quá/O prazer é gargalhar/E com bate-bate de maracujá/A nossa vitória, vamos festejar.

No comandando da orquestra, Seu Beija, pedreiro, que nas horas vagas, era um trompetista de mão cheia. O desfile, marcado para uma segunda de Carnaval, criou o maior buchicho na cidade. Todos na expectativa, situação e oposição, e naquele sai, não sai... O bloco ganhou as ruas, partindo da antiga fábrica de tapetes, com a polícia de lado. Na altura da rua Manancial, antigo Bambu, Dr. Baby, que já tinha tomado todas desde a concentração, andava meio cambaleante, foi apoiado pelas “meninas” do Bambu, que engrossaram o cordão. O Bloco seguiu pela Avenida 27 de setembro com o povo cantando “O broque da vitória tá na rua, derna que o dia raiô... ô, ô, ô.  A essa altura, eu não aguentei a empolgação e caí no frevo até o dia raiar. Contrariando todas as expectativas, esse foi um dos carnavais mais tranquilos da cidade.

 



Coluna de junho

Fim do mistério

Quero abrir a Coluna mandando um forte abraço ao amigo e leitor fiel da Coluna, Wilson Pereira do Vale, de Cruz de Rebouças. Wilson é a figura que gritou meu nome em João Pessoa, fato que dividi com vocês na última edição. Assim como eu, ele tem parentes na capital paraibana e estava aproveitando o feriado para passear e visitá-los.

 

Bons tempos

Recentemente fiz uma visita ao ilustre amigo Alexandre Luna, ex-gerente da Caixa Econômica, agência Igarassu, que foi transferido há alguns anos, para a agência da Rosa e Silva, no Recife. Alexandre é um igarassuense de coração, como muitos filhos da terra não são. Durante sua atuação por aqui, abraçou várias causas em prol da cidade, conquistando não só a mim, como centenas de outras figuras que procuram sempre fazer o melhor por esta terra.

Neste dia também tive a feliz coincidência de encontrar Hamilton Arruda, outro companheiro que também mora no meu coração. Hamilton também foi gerente da CEF, hoje aposentado. Durante o período em que trabalhou por aqui organizamos o Grupo dos Executivos de Igarassu - GEI, que se encontrava uma vez por semana, após o expediente para discutir sobre os mais diversos assuntos, entre eles, com certeza, política e mulher. Desse grupo também fez parte Kleber Paes, outro querido funcionário da CEF.

Ao relembrar esse tempo, penso como estamos precisando de figuras assim na nossa cidade, que não estão preocupados apenas em ganhar seus salários e ir embora no final do expediente. Querem ajudar e contribuir para o bem estar do local onde passam a maior parte de seu dia.

Este reencontro me fez lembrar de um fato que prova justamente o contrário do que descrevi acima. Durante a distribuição da última edição do jornal, funcionários da Vigilância Sanitária de Igarassu não permitiram com um firme "Aqui não", que exemplares do Grande Recife fossem deixados naquele local.

Devo confessar que esse fato, único nesses 15 anos de história do jornal, me deixou bastante surpreso, principalmente porque somos bem recebidos em todos os lugares por onde circulamos. Esse fato credito apenas a falta de compromisso de certos tipos de pessoas que estão aqui apenas pelo dinheiro, sem nenhum comprometimento com a cidade e com tudo aquilo que lhe diz respeito.  

 

Insatisfação

O Instituto Americano Pen Center fez pesquisa que revelou que 72% dos brasileiros estão descontentes com atual situação do país. No ano passado esse percentual era de 55%. Divulgação na revista Veja.

 

Lixo

Atenção Josias Gomes, Secretário Executivo de Comércio e Serviço. Faz-se necessário forte trabalho de educação com os feirantes de Igarassu. Nesses últimos dias assisti à cena de um feirante retirando verduras velhas ou impróprias para o consumo e simplesmente jogando no chão, ao lado de um lixeiro. A cena me deixou de queixo caído. Lógico que eu não acho, que isso deveria ser necessário, mas depois deste fato, faço apelo: De que adianta lixeiro, se você não sabe para que serve!

 

Copa

 

A Copa do Mundo no Brasil já começou. Conquistamos nossa primeira vitória, mas até agora nenhuma musa entrou em campo. Na edição passada, a esta altura, a paraguaia Larissa Riquelme, com seu charmoso porta celular, já estava chamando a atenção do mundo e arrasando corações.



COLUNA DE MAIO

Na contramão

Recentemente precisei ir ao Centro do Recife para comprar um equipamento eletrônico na Rua da Concórdia. Na volta, fui praticamente obrigado sair da calçada e andar ao lado de carros, equilibrando um guarda-chuva, pois o dia estava bem chuvoso, por um motoqueiro da polícia militar que cortava caminho pela contramão, na estreita calçada da Rua Marquês do Herval. Ele simplesmente me encarou e aguardou que eu abrisse caminho, para continuar sua ronda calçada a fora. Dias depois, uma jovem é atropelada, no Recife, por uma viatura também na contramão. Segundo o comando da Polícia Militar, as viaturas durante as emergências possuem prioridade no tráfego, podendo inclusive, utilizar a contramão. Agora, só precisam esclarecer para nós, pobres mortais, a diferença entre ronda e emergência, pois, no meu caso a sirene da moto não estava ligada, era abuso mesmo.

 

 

15 segundos de fama

No feriadão de 1º de maio, visitei, assim como o amigo Jorge Barrêtto, o estado vizinho da Paraíba. Devido à proximidade com o estado e aos familiares que vivem em João Pessoa, essas idas e vindas, têm sido uma constante na minha vida. Qual não foi minha surpresa, depois de saborear um almoço delicioso no restaurante da rede de hotéis do Caju, passa por mim um motorista com um veículo muito próximo e grita. Zé Américoooo! O grito ecoou na via pouco movimentada, típica para um dia de feriado. Quem estava perto também ouviu e olhou. Devo confessar que ser reconhecido fora dos nossos limites territoriais, encheu meu peito de orgulho. Agora sim, posso dizer que tive meus 15 segundos de fama, na aconchegante João Pessoa.

 

 

Mina

O trágico acidente que matou pelo menos 20 mineiros, na cidade de Manisa, na Turquia, fez-me lembrar da recente visita à mina Brejuí, na cidade de Currais Novos – RN, onde é extraída, processada e comercializada a scheelita. Na Turquia cerca de 580 pessoas estariam trabalhando na mina no momento da explosão, alguns conseguiram escapar, outros ficaram soterrados.

 

Para quem visita uma mina, o espaço é interessantíssimo, de muita curiosidade. Mas para seus trabalhadores, o lugar é de risco iminente de acidentes, dependendo principalmente das condições de trabalho. Geralmente sua mão de obra é mal remunerada.

A que nós visitamos, possui mais 60 km de túneis e seus operários só podem exercer suas funções por no máximo 15 anos. O contato prolongado com a scheelita pode causar câncer.

Só para esclarecer, a scheelita é um tungstato de cálcio CaWO4,  rico em Tungstênio, mineral metálico não ferroso, quando aquecido em altas temperaturas, apresenta alta densidade e boa condutividade elétrica. O tungstênio é usado, por exemplo, na fabricação de canhões, metralhadora e na ponta de metal das canetas esferográficas.



COLUNA DE ABRIL

Novo cenário

O Litoral Norte esta vivendo um novo momento com a chegada de empresas como Schin Igarassu (antiga Nobel), Ambev, supermercado Atacadão, Itaipava, além das que irão se instalar como a P & G e mais 40 sistemistas da Fiat. Essas empresas nos garantem que emprego não será problema para os trabalhadores da região.

O nosso problema agora é outro. Qualificação profissional, moradia, mobilidade e segurança. O que está acontecendo conosco, Ipojuca e Cabo já passou. Por isso, não devemos cometer os mesmo erros. O gestor que não estiver antenado com esses quatro quesitos, está fadado a ver apenas o cavalo passar selado.

É imprescindível estabelecer ações hoje, mas com resultados para daqui há 5 ou 10 anos. Aquela fase de doação de terrenos e isenção de impostos ficou pra trás, não cola mais.  Bairros planejados e saneados, onde os operários e funcionários possam morar e trabalhar com segurança é o mínimo que estas empresas esperam encontrar nas cidades em que irão se instalar, sem deixar de esquecer a mobilidade, que pode inviabilizar qualquer negociação.

Agora, é necessário o envolvimento de todos: prefeitos, população, entidades e a sociedade civil organizada para definir ações que promovam o desenvolvimento da região de forma ordenada e planejada. Senão, corremos o risco de assistir de camarote, pessoas de outras cidades levarem nossas vagas, restando para nós, apenas o crescimento desordenado e a violência. 

 

Boa Causa

A coluna estende o tapete vermelho para atriz americana Sharon Stone. Ela passou rápido por São Paulo, onde apresentou leilão em prol do combate à AIDS. Simpática, a bela encantou a plateia. “Eu até mostraria a calcinha, se isso servisse para trazer mais dinheiro. Mas vocês sabem que eu não uso calcinha”, numa clara alusão ao filme estrelado por ela, Instinto Selvagem. Com esse charme Sharon encerrou a noite com 6 milhões de reais arrecadados.

 

Boa escolha

O prefeito Mário Ricardo acertou na mosca na escolha dos novos secretários: Josias Gomes da Silva, Comércio e Serviços, Jorge Barrêtto, Patrimônio Histórico e Fernando Melo, Museu Histórico. Melhor impossível.



COLUNA DE MARÇO

 

Cabaceiras: a “Roliúde” Nordestina

 

Enquanto o Galo cantava no Recife, durante o sábado de Zé Pereira, eu e mais um grupo de desbravadores pegávamos a estrada com destino a cidade de Cabaceiras, na Paraíba. A ideia surgiu desde que vi uma declaração de uma turista que visitou vários lugares do mundo e elegeu o Lajedo de Pai Mateus, uma das atrações da cidade, como uma paisagem inesquecível em suas andanças pelo mundo. Desde então tenho cultivado o desejo de conhecer o lugar. Traçamos o roteiro e pegamos a estrada. E que surpresa foi conhecer Cabaceiras, que além do Lajedo também é conhecida como a Roliúde Nordestina, não se surpreendam, a nossa meca do cinema se escreve como se pronuncia mesmo!

Localizada no semiárido paraibano e com um bom trecho ainda em estrada de barro, Cabaceiras se revelou, mesmo com um calor de lascar, um lugar encantador. Pequena e simpática, com apenas 5 mil habitantes, tornou-se o local preferido para os cineastas, principalmente por chover pouco e manter características de cidade de interior. O filme Auto da Compadecida e a novela Aquele Beijo, da Globo, por exemplo, foram filmados por lá.

Nessa brincadeira mais de 30 produções foram realizadas na cidade. Mas nem só da arte e do turismo vive Cabaceiras. A economia gira em torno da caprinocultura e da Festa do Bode Rei, que costuma acontecer em junho, atraindo mais de 40 mil pessoas.  Como lembrança, comprei uma bela carteira confeccionada em couro de bode. Não provei, mas todo visitante tem que provar a bodeoca – tapioca com carne de bode – e o xixi da cabrita, que é um licor de sabor adocicado.

A distância de Cabaceiras para o Lajedo de Pai Mateus é de 25 km numa estrada de barro vermelho sem muita sinalização, margeada por facheiros, mandacaru e xique-xique. Parece aquelas estradas que liga nada a lugar nenhum, só que nesse caso, leva a um cenário impressionante. São blocos de granito arredondados que chegam a pesar 45 toneladas. Durante o pôr do sol, as imensas bolas refletem um tom dourado deslumbrante. Outra atração do lugar é a Saca de Lã, imensas pedras, dessa vez quadradas, cuidadosamente empilhadas.

Em Cabaceiras fomos recebidos por Robéria, condutora de turismo e Gilzane, gerente da Pousada Cariri, onde ficamos hospedados. Ambas dão um show de atenção e gentiliza. Aos amigos companheiros de viagem (minha filha Dani Morais; Silvinha e Fernando Melo; Leninha e Jorge Barretto; Nelma e Nildo) meu muito obrigado pelo passeio inesquecível regado a boas risadas, vinho e muita aventura.

 

P.S: A única ressalva da viagem ficou por conta das péssimas condições das rodovias PE-041 e PE-088. O melhor acesso para se chegar a Cabaceiras é por João Pessoa e Campina Grande, seguindo depois pelas rodovias BR-104 e PB-148. Nessa rota o trecho de barro é menor e transitável. 



ZÉ AMÉRICO

Uma grande perda

 

O ano de 2014 mal começou e já nos surpreende com o falecimento de uma figura de grande referência para a cidade de Igarassu e para a região. Estou falando de Jurandir Bezerra Lins que na sua vida pública foi vereador, vice-prefeito, prefeito por duas vezes e empresário de sucesso, além de pai cuidadoso.

Quando cheguei a Igarassu (1956), vindo de Goiana, Jurandir era um jovem funcionário do Hospital Psiquiátrico no Recife. A função facilitava o contato com as pessoas e sempre que podia ajudava despachando receitas, doando medicamentos ou atendendo aos mais simples, característica que o acompanhou por toda vida.

Daquela época tenho várias lembranças que posso contar, entre elas, a barbearia de Bita, de frente ao bar Canecão. Lá funcionava uma espécie de central de notícias. Jurandir era cliente habituê e de tesourada em tesourada, fatos e causos eram tratados por Bita e seus frequentadores. Além dele, Gervásio Pinto, Pedro Costa, “Cormo” do Motor, Seu Abílio e “Cormo” Felipe marcavam presença.

Carisma também era uma das características de Jurandir, por isso, todos queriam fazer parte seu de grupo de amigos, mas os principais eram Edson França, Aluízio Pinto, Amauri Fragoso e Jaime Muliterno.

Na extinta Associação Esportiva de Igarassu (AEI) ocorriam à tarde peladas. Ele sempre aparecia acompanhado pelo irmão Jaime (Cabeção), Décio da Florista, Ozires e Artuzinho. Depois do jogo a turma corria para tomar banho no porto do Machado, que ficava por trás do Convento de Santo Antonio.

Aliás, Jurandir tratava bem a redonda e jogou por muito tempo representando a AEI como centro-avante titular. Nesse tempo, José Estevão (Gordo) jogava como goleiro, além dele, faziam parte do time: Zeca das Passas, Biuzinha e Biu de Sinhá. Um time que marcou época na história do futebol da cidade. 

A fama de namorador também surgiu desta época, pois, além de futebol Jurandir era amante da noite, das boas conversas e dos pastoris. Aqui os mais conhecidos eram de Antônio Cândido, no Sítio Taepe, com o velho Faceta e o de João Vieira, com o velho Cebola, nas margens da BR-101.

Na volta dos pastoris, com o dia quase amanhecendo, a turma fazia parada na padaria de Pedo da Bejú. Nessas ocasiões devoramos os pães que acabavam de sair do forno com manteiga. Pedo não gostava muito dos clientes matinais, principalmente porque a conta nunca era paga e cabia a Jurandir garantir o pindura.

Mesmo convivendo com Jurandir na juventude apenas em 1982 passei a participar da política com ele. Participei da organização de suas duas campanhas eleitorais, das quais saiu vitorioso, criando inclusive jingles e peças publicitárias. “Igarassu quer seu filho de volta” foi o mote para o segundo mandato, criado por mim, em parceria com o renomado publicitário Zé Nivaldo.

No seu governo também trabalhei como assessor especial da Empresa de Urbanização de Igarassu (Urbi) e Secretário de Imprensa. Jurandir foi o Prefeito que mais trabalhou pela educação no Município. Construiu 25 escolas, reformou outras 15, dando condições dignas de trabalho ao professorado. Se hoje a cidade desponta como um grande potencial de crescimento, muito se deve ao que foi realizado durante sua gestão.

Para aqueles que tiveram o prazer de conviver com Jurandir, em algum momento da sua vida, fica a saudade dos bons momentos. Para aqueles não tiveram essa oportunidade, peço que não esqueçam seu exemplo de dedicação aos amigos, familiares e à vida pública.

 

 

 

Bilhões da Globo

A Globo fechou 2013, com um faturamento de 14,4 bilhões de reais e um crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior. Parece que tá chovendo  bem na horta dos irmãos Marinho. 

 

 

Reverência

A Coluna também faz reverência ao radialista Tiago Antônio, do Loteamento Agamenon Magalhães, em Igarassu, que aniversariou dia 31 de janeiro. Tiago comanda a Difusora Comunitária do bairro e é um importante divulgador do jornal Grande Recife. Ao companheiro um abraço e muita saúde.

 

Elas voltaram

As garrafas em miniaturas da Coca-cola, para colecionar estão de volta. Parece que foi ontem, mas nos anos 80, eu mesmo fui um dos muitos colecionadores destas pequeninas. As garrafinhas voltam coloridas com as bandeiras dos países participantes da Copa 2014.

 

Endividamento

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC os nordestinos ocupam o terceiro lugar no ranque de famílias endividadas no país ( 65,8%), entre os anos 2012 e 2013. A região Sul é a grande campeã de gente mergulhada em dívidas, com 76%.

 

Sorriso

 

Enquanto o brasileiro inicia o ano cheio de dívida, os donos do Banco Itaú estão rindo à toa. No último dia 05, divulgaram um lucro recorde de 15,8 bilhões, o maior de sua história até hoje. Nessa hora da vontade de ser sócio pra sorrir também, né.


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